Atentando-se para o ser humano, com toda sua capacidade vital, obviamente, vemos este ser radiante em sua plenitude.
É uma “obra Divina” toda a complexidade deste ser: membros em movimento, todo funcionamento interno desde suas células até a especificidade de cada órgão, os mecanismos de interação com o meio externo (por exemplo, absorvendo e processando o oxigênio inalado), as mais diversificadas reações físicas e químicas, ...
Nesse complexo “sistema” encontramos algo que é, ainda, pouco conhecido. Chamo de “centro da vontade” (centro do pensamento, centro das escolhas, centro dos desejos, ...).
Esse “centro da vontade” é único em cada individualidade.
Buscando comparações corpóreas nos homens, verificamos diferenças físicas, tais como, altura, peso, cor da pele, características genéticas de descendência, porém, a essência é a mesma.
No entanto, intimamente, os homens têm vontades diferentes.
Isso sugere desenvolver uma tese sobre algo que atua em cada pessoa e se manifesta em “um compartimento” que possuímos podendo ser chamado por “centro da vontade”.
Primeiro: de onde surge, como se forma, como se evidencia, como se manifesta a “vontade de cada indivíduo”?
Segundo: a diferença de sexo (homem – mulher), influencia nas “vontades”?
Terceiro: classe social e cultural, também, são capazes de atuar “nas vontades”?
Quarto: onde está localizado esse “centro da vontade”?
Um fato a esse respeito tem relação com a idade, ou seja, os desejos, por exemplo das crianças, são diferentes dos adultos (não vou comentar, pois, seria necessário maior espaço).
Refletindo sobre o “primeiro” questionamento, temos visto, por exemplo, famílias onde pais e filhos interagem no seio e intimidade do “cadinho da educação”, a família. Pais que proporcionam a mesma moral, educação e formação aos filhos e, mesmo assim, diferenças são evidentes em cada um. Mesmo com todos os contornos educativos e vivências, cada um demonstra sua “vontade individual” que difere, muitas vezes, dos objetivos dos demais irmãos; são desejos e objetivos, totalmente, divergentes.
Temos confirmado que o sexo (homem – mulher) é outro fator importante que interfere nas “vontades individuais”. Não é difícil entender e constatar essa influência orgânica, externa, interna atuando nos objetivos (de toda espécie).
Falando sobre classe social e cultural, claro que, também, importa na formação do ser e, dessa maneira, também, será relevante para “as escolhas e vontades”. Desde nossa infância e, ao longo da jornada, temos contato com o meio onde estamos e, também, com outras pessoas.
Ainda, sobre o assunto, devemos levar em consideração a “moral”. Alguns confundem esse conceito comparando as virtudes e defeitos de cada um. Pessoalmente, entendo que moral é um atributo que conquistamos desde nosso nascimento e que fará parte de nossa essência. Vejamos: cada um de nós viemos de uma família que nos proporcionou ensinamentos e formação. Nessa trajetória, mesmo fazendo parte do mesmo grupo, cada indivíduo responderá de uma maneira a esses impulsos. Obviamente, a formação moral será praticamente a mesma; hábitos familiares, cultura familiar, convivência, crenças, objetivos, costumes, circulo de amigos, ... Interessante observarmos que as pessoas procuram por afins, pois, pela formação moral, terão maior possibilidade de boa convivência e interação. Lógico que, para tudo, há exceção.
Retomando minha argumentação, nosso “centro da vontade” reflete para nossa consciência se a “decisão pela execução da vontade” foi salutar ou de resultado infeliz. Há depositado em nossa consciência “um termômetro” que posso verificar apenas “duas medidas”: uma para as escolhas benéficas que é a “tranquilidade na consciência” (paz interior) e, a outra, é o “remorso ou arrependimento” (que nos fere intimamente podendo causar, inclusive, estados depressivos).
Façamos uma reflexão: alguma vez sentimos esse “termômetro” atuar em nossa consciência?
Hoje, lendo as notícias na internet, encontrei a matéria abaixo publicada no sítio do “IG”. Observem o que a jovem relata:
Andressa Urach usou sua página no Facebook na noite desse domingo (28), para pedir perdão e assumir erros e culpas, após, segundo ela, quase morrer. "Hoje quero pedir perdão para todas as pessoas que magoei na minha vida nesses 27 anos de idade... Com atitudes ou palavras que posso ter dito na minha forma egoísta de ser... Já errei muito e quase morri."
Ela diz que aprendeu muito com tudo o que aconteceu. "Estamos nessa terra para salvar nossa alma e fazer o bem ao próximo. Amar a Deus sob todas as coisas... Quando estive de frente à morte, passou um filme na minha cabeça de tudo e todas pessoas que passaram na minha vida. Então por isso hoje venho pedir perdão por toda mágoa e ressentimento que posso ter causado, não somos nada nessa vida..."
Ela acredita que Deus deu uma segunda chance para ela se tornar uma pessoa melhor. "Quando morremos fica tudo que lutamos a vida toda pra conquistar... Fica fama, carro, roupa, bolsa e principalmente as pessoas que mais amamos... Posso dizer que hoje sou um ser humano muito melhor, porque Deus me deu uma segunda chance!!! Nasci de novo e quero reparar os meus erros, ter uma nova vida, com novos princípios!!!!"
Lendo esse relato, posso defender minha tese que possuímos um “centro da vontade” e, constantemente, exercitamos nossos desejos e objetivos? Também, posso defender que há em nossa consciência um “termômetro” que nos indica se nossa vontade executada fora benéfica ou infeliz?
De toda sorte, Andressa demonstrou coragem, fé, muita dignidade de vir a público e, de alguma forma, contribuir com o “próximo” alertando sobre as consequências de sua experiência pessoal (executar uma vontade que mostrou-se infeliz pelas consequências). Quando Andressa decidiu suportar os riscos do procedimento, de algum modo ou, por algum motivo, o seu “centro da vontade” fez nascer em sua mente um desejo... Obviamente, ela refletiu e colocou em execução seu desejo...
O caso acima narrado tem alguma conexão com a vaidade (física)?
Vejam a definição de vaidade encontrada na internet (Google - sítio significado das palavras):
“Vaidade é o cuidado exagerado da aparência, pelo prazer ou com o objetivo de atrair a admiração ou elogios de terceiros. É a necessidade de vangloriar-se, de ostentar, de se exibir.
Ter vaidade é ter como princípio a ostentação, a exibição exagerada da sua riqueza, de suas qualidades e capacidades físicas ou intelectuais.
Vaidade é uma característica de que tem orgulho, de quem tem um conceito exagerado de suas qualidades, que é soberbo, arrogante, que se acha grandioso. É uma característica daquele indivíduo que tem a vaidade acima de qualquer coisa.
Vaidade é um substantivo feminino que caracteriza aquilo que é vão, ou seja, aquilo que é frívolo, fútil, tolo, que não possui conteúdo, e se baseia em aparência falsa, mentirosa.
A expressão ubersexual faz referência a um comportamento vaidoso, moderno, sofisticado, com muito estilo. O ubersexual é aquele indivíduo que cuida da sua aparência e gosta se se destacar, aparecer”.
Quero enfatizar que cuidar do corpo é, acima de tudo, uma obrigação pessoal e, porque não, Cristã. Nosso corpo carece de cuidados especiais, tais como, atividades físicas (moderadas), alimentação saudável, higiene e, nosso “centro pensante” deve ser “alimentado” por “impulsos equilibrados e felizes”. No entanto, alguns desejam beleza a qualquer preço e, colocam suas vaidades acima de princípios e virtudes muito mais importantes.
Uma verdade: “todos envelhecemos” e, com isso, nosso corpo físico, também, envelhece. Porém, temos uma capacidade que pode aumentar com o passar do tempo e pode ser cada vez mais aprimorado. Falo de nossa capacidade de adquirir, cada vez mais, conhecimento, cultura e bons procedimentos; é o tempo passando e “trabalhando” em nosso benefício. Temos a possibilidade de sermos mais maduros e sensatos cada dia que passa. Depende de “nossa vontade” (nossos desejos e objetivos).
Meus amigos, deixo aqui essa singela mensagem para reflexão.
Que tenhamos coragem para sentir e conhecer melhor nosso “centro da vontade”.
Que tenhamos coragem para questionar nosso “termômetro” se nossas vontades e desejos executados foram benéficos ou infelizes.
Que tenhamos coragem para nos reconciliar conosco pelas nossas vontades infelizes.
Que tenhamos coragem de nos tornarmos mais esclarecidos e educados.
Que tenhamos coragem de não nos entregarmos às vaidades.
Que tenhamos coragem de modificarmos nossos procedimentos.
Que tenhamos coragem .............
Que tenhamos coragem de permitirmos que Deus e Jesus façam parte de nossas vidas.
Caro Major William, reflexão interessantíssima esta que trouxe nesta postagem. Sobre a moral, que acredito ser um ponto muito importante aqui, também entendo que ela seja um atributo que conquistamos desde nosso nascimento e que fará parte de nossa essência. Contudo, apesar da influência da família e da educação na definição de como usaremos essa moral em nossas vidas, compartilho a ideia do Dr. Rice Broocks, de quem no momento estou lendo uma das obras:
ResponderExcluir"Quando algo é verdade, o é em todo lugar. A tabuada de multiplicação é tão verdadeira na China quanto nos Estados Unidos. A gravidade funciona na África do mesmo jeito que na Ásia. O fato de que há verdades morais aceitas em todos os lugares aponta para uma moral transcendente que não inventamos e da qual não podemos escapar. Como Criador, Deus estabeleceu não apenas leis naturais da terra, mas também leis espirituais. Por exemplo, mentir é errado em todos os lugares. Roubar também. Crueldade com crianças é errado, independentemente da cultura em que você esteja inserido ou de qual país você seja nativo. Quando essas leis são violadas, as pessoas são violadas. Quebrar essas leis espirituais não só nos separa de Deus, mas também provoca dor em nossas vidas e na vida dos que nos cercam. A grande pergunta, portanto, é: o que pode ser feito por nós nessa condição? Ao quebrarmos essas leis, a quem podemos pedir ajuda? Como podemos ser reconciliados com Deus, bem como libertos desse ciclo de dor e disfunção?"
Para sermos reconciliados com Deus, que é santo e perfeito, temos um único caminho que Ele já nos mostrou: crer em Jesus como nosso único e suficiente salvador, trilhando uma vida pelos ensinamentos que Ele nos deixou. Mas para isto, é preciso, como bem dito em sua postagem, que tenhamos coragem, muita coragem.
Abraços