sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

VERDADE E MENTIRA

Meu Caro Tenente Bruno.

Antes de minha resposta, quero enfatizar minha "gratidão" pela sua crítica e postagem. Para quem não sabe, o Tenente Bruno é Oficial de Carreira de nossa "gloriosa" Força Aérea. Além de Oficial de Carreira é, também, médico que exerce seus "sacerdócios" com extrema dedicação, vibração, profissionalismo e alegria. Para mim é uma alento compartilhar minhas convicções com o Ten Bruno por alguns motivos que, somente, quem é vocacionado poderá entender... Algumas vezes somos "rotulados" por "militares de formação rígida e cartesiana" e, por essa razão, algumas pessoas nos acham ríspidos, "duros" ou, até, pessoas que acreditam ser “detentores” da verdade. Talvez, tais pessoas, não levam em consideração "nossos valores", tais como, LEALDADE, resignação, amor à Pátria, disciplina, pontualidade e muitos outros atributos que, na verdade, estão um tanto a "cavaleira" da sociedade (basta refletir sobre a crise moral que vivemos: "mensalão, Petrobras, corrupção em todos os escalões da administração pública e, porque não, dentro das próprias famílias”. Um dos atributos que o Ten Bruno destacou foi sobre o "apego à VERDADE” que, nada mais é do que NÃO MENTIR.
Veja a definição de "verdade" que encontrei na internet (Wikipedia).

"A palavra verdade pode ter vários significados, desde “ser o caso”, “estar de acordo com os fatos ou a realidade”, ou ainda ser fiel às origens ou a um PADRÃO. Usos mais antigos abrangiam o sentido de fidelidade, constância ou sinceridade em atos, palavras e caráter. Assim, "a verdade" pode significar o que é REAL ou possivelmente real dentro de um SISTEMA DE VALORES. Esta qualificação implica o imaginário, a realidade e a ficção, questões centrais tanto em antropologia cultural, artes, filosofia e a própria razão. Como não há um consenso entre filósofos e acadêmicos, várias teorias e visões a cerca da verdade existem e continuam sendo debatidas".

Da mesma forma, pela internet, busquei o significado de "mentir" (dicionário online de português):

"AFIRMAR aquilo que se sabe SER FALSO, ou NEGAR o que se sabe ser verdadeiro: mentir vergonhosamente.
Enganar, iludir; ludibriar".

De forma humilde, caro Ten Bruno, concordo PLENAMENTE com você, inclusive, pela minha experiência, vou além do que você defendeu sobre "mentira e verdade", isto é, quando se vive e/ou se conta uma verdade, pode transcorrer o tempo que for que serão lembrados os mínimos detalhes e, por essa razão, nada se altera (a verdade transcende o tempo e, como dizem, LIBERTA). No entanto, a mentira não prospera no tempo e, também, se altera a cada instante... Aquele que vive e/ou conta uma mentira, não consegue manter-se firme em suas convicções e, a cada comentário, sem perceber, modifica o quadro contado ou a "estória" vai se modificando com o tempo (um dia, sucumbe diante da mentira – vem o remorso).

Prezado Ten Bruno, aproveito para considerar outro ensinamento que utilizei diversas vezes em procedimentos administrativos e, também, vivenciei em processos no campo jurídico; falo da "ACAREAÇÃO".
Como você sabe, podemos utilizar dessa técnica (obviamente, com autorização de autoridade competente) para elucidarmos divergências sobre "relatos" de partes, testemunhas, acusados,...
Veja a definição de "ACAREAÇÃO":
A acareação, também conhecida como acareamento, é uma técnica jurídica que consiste em se apurar a verdade no depoimento ou declaração das testemunhas e das partes, confrontando-as frente a frente e levantando os pontos divergentes, até que se chegue às alegações e afirmações verdadeiras.

"A acareação é um procedimento onde acusados, testemunhas ou ofendidos, já ouvidos, são colocados face a face para esclarecer divergências encontradas em suas declarações. A acareação pode ser requerida pelas partes ou determinada de ofício pelo juiz. Entretanto, a acareação não é uma etapa obrigatória do processo, sendo a sua concessão uma faculdade do juiz".

A esse respeito, em caso de dúvida ou divergência, nada melhor que colocar as partes frente a frente para verificar quem sustenta a verdade e quem desmorona diante das mentiras. 

Também, posso verificar quando alguém está mentindo utilizando técnicas aprendidas em cursos específicos e treinamentos que, quase sempre, são de grande valia. Quando uma pessoa mente, o "corpo não esconde". Já trabalhei essa técnica e constatei modificações no olhar, fala, boça, mãos, braços, .... 

Levando em conta sua "preciosa crítica" e meu comentário, acredito que melhoramos nossos entendimentos sobre essa parcela do assunto, "centro da vontade", quando você enfatizou sobre "verdade/mentira".
Caro Ten Bruno, agradeço muito por sua consideração e que tenhamos "coragem" de lutar pela verdade, sempre.
De toda sorte, quando nos permitirmos deixar Jesus conduzir nossos procedimentos e pensamentos, cada vez mais, estaremos confiantes pelas verdades.

Abraço.
William Amaral.





terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Os centros da vontade

Atentando-se para o ser humano, com toda sua capacidade vital, obviamente, vemos este ser radiante em sua plenitude.
É uma “obra Divina” toda a complexidade deste ser: membros em movimento, todo funcionamento interno desde suas células até a especificidade de cada órgão, os mecanismos de interação com o meio externo (por exemplo, absorvendo e processando o oxigênio inalado), as mais diversificadas reações físicas e químicas, ...
Nesse complexo “sistema” encontramos algo que é, ainda, pouco conhecido. Chamo de “centro da vontade” (centro do pensamento, centro das escolhas, centro dos desejos, ...).
Esse “centro da vontade” é único em cada individualidade. 
Buscando comparações corpóreas nos homens, verificamos diferenças físicas, tais como, altura, peso, cor da pele, características genéticas de descendência, porém, a essência é a mesma.
No entanto, intimamente, os homens têm vontades diferentes.
Isso sugere desenvolver uma tese sobre algo que atua em cada pessoa e se manifesta em “um compartimento” que possuímos podendo ser chamado por “centro da vontade”.
Primeiro: de onde surge, como se forma, como se evidencia, como se manifesta a “vontade de cada indivíduo”?
Segundo: a diferença de sexo (homem – mulher), influencia nas “vontades”?
Terceiro: classe social e cultural, também, são capazes de atuar “nas vontades”?
Quarto: onde está localizado esse “centro da vontade”?
Um fato a esse respeito tem relação com a idade, ou seja, os desejos, por exemplo das crianças, são diferentes dos adultos (não vou comentar, pois, seria necessário maior espaço).
Refletindo sobre o “primeiro” questionamento, temos visto, por exemplo, famílias onde pais e filhos interagem no seio e intimidade do “cadinho da educação”, a família. Pais que proporcionam a mesma moral, educação e formação aos filhos e, mesmo assim, diferenças são evidentes em cada um. Mesmo com todos os contornos educativos e vivências, cada um demonstra sua “vontade individual” que difere, muitas vezes, dos objetivos dos demais irmãos; são desejos e objetivos, totalmente, divergentes.
Temos confirmado que o sexo (homem – mulher) é outro fator importante que interfere nas “vontades individuais”. Não é difícil entender e constatar essa influência orgânica, externa, interna atuando nos objetivos (de toda espécie).
Falando sobre classe social e cultural, claro que, também, importa na formação do ser e, dessa maneira, também, será relevante para “as escolhas e vontades”. Desde nossa infância e, ao longo da jornada, temos contato com o meio onde estamos e, também, com outras pessoas. 
Ainda, sobre o assunto, devemos levar em consideração a “moral”. Alguns confundem esse conceito comparando as virtudes e defeitos de cada um. Pessoalmente, entendo que moral é um atributo que conquistamos desde nosso nascimento e que fará parte de nossa essência. Vejamos: cada um de nós viemos de uma família que nos proporcionou ensinamentos e formação. Nessa trajetória, mesmo fazendo parte do mesmo grupo, cada indivíduo responderá de uma maneira a esses impulsos. Obviamente, a formação moral será praticamente a mesma; hábitos familiares, cultura familiar, convivência, crenças, objetivos, costumes, circulo de amigos, ... Interessante observarmos que as pessoas procuram por afins, pois, pela formação moral, terão maior possibilidade de boa convivência e interação. Lógico que, para tudo, há exceção.
Retomando minha argumentação, nosso “centro da vontade” reflete para nossa consciência se a “decisão pela execução da vontade” foi salutar ou de resultado infeliz. Há depositado em nossa consciência “um termômetro” que posso verificar apenas “duas medidas”: uma para as escolhas benéficas que é a “tranquilidade na consciência” (paz interior) e, a outra, é o “remorso ou arrependimento” (que nos fere intimamente podendo causar, inclusive, estados depressivos).
Façamos uma reflexão: alguma vez sentimos esse “termômetro” atuar em nossa consciência? 
Hoje, lendo as notícias na internet, encontrei a matéria abaixo publicada no sítio do “IG”. Observem o que a jovem relata:

Andressa Urach usou sua página no Facebook na noite desse domingo (28), para pedir perdão e assumir erros e culpas, após, segundo ela, quase morrer. "Hoje quero pedir perdão para todas as pessoas que magoei na minha vida nesses 27 anos de idade... Com atitudes ou palavras que posso ter dito na minha forma egoísta de ser... Já errei muito e quase morri."

Ela diz que aprendeu muito com tudo o que aconteceu. "Estamos nessa terra para salvar nossa alma e fazer o bem ao próximo. Amar a Deus sob todas as coisas... Quando estive de frente à morte, passou um filme na minha cabeça de tudo e todas pessoas que passaram na minha vida. Então por isso hoje venho pedir perdão por toda mágoa e ressentimento que posso ter causado, não somos nada nessa vida..."

Ela acredita que Deus deu uma segunda chance para ela se tornar uma pessoa melhor. "Quando morremos fica tudo que lutamos a vida toda pra conquistar... Fica fama, carro, roupa, bolsa e principalmente as pessoas que mais amamos... Posso dizer que hoje sou um ser humano muito melhor, porque Deus me deu uma segunda chance!!! Nasci de novo e quero reparar os meus erros, ter uma nova vida, com novos princípios!!!!"

Lendo esse relato, posso defender minha tese que possuímos um “centro da vontade” e, constantemente, exercitamos nossos desejos e objetivos? Também, posso defender que há em nossa consciência um “termômetro” que nos indica se nossa vontade executada fora benéfica ou infeliz?
De toda sorte, Andressa demonstrou coragem, fé, muita dignidade de vir a público e, de alguma forma, contribuir com o “próximo” alertando sobre as consequências de sua experiência pessoal (executar uma vontade que mostrou-se infeliz pelas consequências). Quando Andressa decidiu suportar os riscos do procedimento, de algum modo ou, por algum motivo, o seu “centro da vontade” fez nascer em sua mente um desejo... Obviamente, ela refletiu e colocou em execução seu desejo...
O caso acima narrado tem alguma conexão com a vaidade (física)?
Vejam a definição de vaidade encontrada na internet (Google - sítio significado das palavras):

“Vaidade é o cuidado exagerado da aparência, pelo prazer ou com o objetivo de atrair a admiração ou elogios de terceiros. É a necessidade de vangloriar-se, de ostentar, de se exibir.
Ter vaidade é ter como princípio a ostentação, a exibição exagerada da sua riqueza, de suas qualidades e capacidades físicas ou intelectuais.
Vaidade é uma característica de que tem orgulho, de quem tem um conceito exagerado de suas qualidades, que é soberbo, arrogante, que se acha grandioso. É uma característica daquele indivíduo que tem a vaidade acima de qualquer coisa.
Vaidade é um substantivo feminino que caracteriza aquilo que é vão, ou seja, aquilo que é frívolo, fútil, tolo, que não possui conteúdo, e se baseia em aparência falsa, mentirosa.
A expressão ubersexual faz referência a um comportamento vaidoso, moderno, sofisticado, com muito estilo. O ubersexual é aquele indivíduo que cuida da sua aparência e gosta se se destacar, aparecer”.

Quero enfatizar que cuidar do corpo é, acima de tudo, uma obrigação pessoal e, porque não, Cristã. Nosso corpo carece de cuidados especiais, tais como, atividades físicas (moderadas), alimentação saudável, higiene e, nosso “centro pensante” deve ser “alimentado” por “impulsos equilibrados e felizes”. No entanto, alguns desejam beleza a qualquer preço e, colocam suas vaidades acima de princípios e virtudes muito mais importantes. 
Uma verdade: “todos envelhecemos” e, com isso, nosso corpo físico, também, envelhece. Porém, temos uma capacidade que pode aumentar com o passar do tempo e pode ser cada vez mais aprimorado. Falo de nossa capacidade de adquirir, cada vez mais, conhecimento, cultura e bons procedimentos; é o tempo passando e “trabalhando” em nosso benefício. Temos a possibilidade de sermos mais maduros e sensatos cada dia que passa. Depende de “nossa vontade” (nossos desejos e objetivos).

Meus amigos, deixo aqui essa singela mensagem para reflexão.
Que tenhamos coragem para sentir e conhecer melhor nosso “centro da vontade”. 
Que tenhamos coragem para questionar nosso “termômetro” se nossas vontades e desejos executados foram benéficos ou infelizes.
Que tenhamos coragem para nos reconciliar conosco pelas nossas vontades infelizes.
Que tenhamos coragem de nos tornarmos mais esclarecidos e educados.
Que tenhamos coragem de não nos entregarmos às vaidades.
Que tenhamos coragem de modificarmos nossos procedimentos.
Que tenhamos coragem .............

Que tenhamos coragem de permitirmos que Deus e Jesus façam parte de nossas vidas.