quarta-feira, 3 de junho de 2015

MEU GRANDE AMIGO

Meu Querido e “Grande Amigo”.
Hoje, 03 de junho de 2015,venho agradecer por tudo que você representou em minha vida.
Sei que eu poderia ser melhor, mas, pelo alcance de minha capacidade e limitações, acreditei ter sido o melhor possível. Hoje, consciente pela maturidade, descobri que poderia ser melhor.
Não resta nada a fazer, apenas, agradecer todas as referências que você me proporcionou.
Lembra quando ingressei no Exército? Apesar de todos os medos, você disse: “vá em frente e não desista, ....” A cada gota de suor em minha formação, lembrava de seus conselhos.
Muito obrigado, mesmo...
Tenho profundo orgulho de você.
Nesta data, em que você partiu, ou melhor, voltou para Nosso Pai, faz dois anos que mesmo com sua ausência física, trago sua imagem em minhas lembranças.
Meu Querido Pai! 
Obrigado.
Se Deus permitir, por favor, esteja ao lado de meus “eternos amores”, pois, sei que, também, são “seus amores”. 
03 de junho de 2015...

segunda-feira, 6 de abril de 2015

REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL - VOCÊ É CONTRA OU A FAVOR

Prezados Amigos.

Essa publicação teve inspiração após comparecer ao exame médico para renovação de minha “carteira de habilitação”.
Documentos providenciados, faltava o exame médico. No consultório, o médico verificou minha pressão arterial, ouviu meus batimentos cardíacos, fez uma série de questionamentos sobre meu estado geral até que chegou o “ponto crucial”. Mostrando três lâmpadas acesas (vermelha, amarela e verde), aleatoriamente, perguntou: Você está vendo as lâmpadas? Respondi que sim. Perguntou, ainda, quais eram as cores? Respondi que era a vermelha, a amarela e a verde. Assim, em seguida, falou: “ótimo, perfeito”.

Foi aí que pensei: o que justifica o exame utilizando as lâmpadas? Seria para saber se conheço cores? Seria para saber se sei o que é uma lâmpada? Seria para saber se sei que lâmpadas podem acender e apagar? Seria para saber que já inventaram a lâmpada? Seria para verificar se não sou daltônico? 

Desculpem a ironia. Talvez, a última questão seja a mais pertinente, pois, lembrei que, por incrível que possa parecer, existem sinais de trânsito luminosos que, um dia, foram respeitados. Recordam? Esses sinais são mantidos em todo território nacional e, também, em quase todo o planeta. Sou testemunha que, em outros países, são respeitados. Impressionante, mas, por exemplo, na Europa, quando acende a luz vermelha, os carros param... Os pedestres, somente atravessam as ruas nas faixas destinadas para eles. De verdade, impressiona... Quase perguntei para o médico o motivo daquele exame, no entanto, certamente, ele não entenderia e poderia, com razão, não gostar do comentário.

Chegando em minha residência, busquei uma justificativa para entender porque aquela situação havia incomodado. Pensava: estou velho e “rabugento” que, até um simples exame médico é capaz de causar uma reação como a que vivenciei. 
Lendo sobre os motivos que fazem pessoas não respeitarem os sinais de trânsito, em particular, os luminosos, descobri que, a maioria, tem medo de assalto nos semáforos e, por essa razão, não para.

Desculpem os que defendem essa tese, mas, observando melhor, as pessoas, simplesmente, não respeitam regras.

As mesmas pessoas que não respeitam as regras de trânsito têm ânsia por “consertar o mundo”. 

Vejam que interessante está previsto na Lei 10.406, de 10 de janeiro de 2002, o CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO:

Art. 1o Toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil.

Art. 2o A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro.

Art. 5o A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica habilitada à prática de todos os atos da vida civil.

Lendo os artigos acima, já não é suficiente para concluirmos que as normas atuais são bastantes para pacificarem os conflitos a respeito da “capacidade civil” da pessoa humana? 
Minha argumentação e tese tem por fundamento: “reduzir em dois anos a capacidade civil será suficiente para que a sociedade se torna mais segura contra delitos praticados pelos, hoje, incapazes?”.

Pensando sobre capacidade e oportunidade, infelizmente, nossas crianças não têm oportunidade de acesso à educação. As escolas e o ensino estão deprimentes; não há acesso à cultura e ao “descobrimento que, somente livros e professores são capazes de oferecer aos iniciantes”. Destaco, também, que os próprios professores não têm conhecimento e cultura para bem formar. Eles não são culpados, pois, da mesma forma que as crianças, “nossos mestres” se graduaram com severas deficiências.
 
O Governo Federal está utilizando o “rótulo”: “Brasil, Pátria educadora”. Vejo isso como extrema falta de respeito ao bom senso do cidadão. Onde “nossa Pátria” tem dado mostras de que está tutelando o ensino? O ensino está cada vez mais distante do valor que deveria possuir, isto é, escolas em péssimo estado, professores desmotivados e despreparados, uma grade curricular pobre de cultura e conhecimento, sem contar com o péssimo exemplo das autoridades e governantes.

Um assunto tem se destacado nos últimos dias, ou seja, a discussão sobre a “redução da maioridade penal”. Alguns apresentadores sensacionalistas da televisão, diariamente, exibem seus vastos conhecimentos sobre doutrina penal; seus comentários deixam qualquer jurista envergonhado pela inércia diante da avalanche de crimes praticados “pelos de menor” (maneira que indicam os incapazes). É assim: “eu, apresentador, preciso mostrar para a sociedade que devemos prender ‘os de menor’, pois, os operadores do direito, não fazem nada”. 
Esses mesmos imbecis de plantão noticiam o “mensalão”, o “petrolão”, a “zelotes”, mas, como sempre, demostrando total ignorância cultural e histórica sobre a formação étnica, social, cultural e moral do brasileiro, fazem suas críticas, apenas, para “manchar de sangue” a televisão. Certa vez, assisti um desses apresentadores dizer: “no dia que um Deputado ou Senador tiver sua esposa ou filha estuprada e morta por um moleque de dezesseis anos de idade, a redução da maioridade penal será aprovada”.
Esse pobre infeliz, faz um comentário preconceituoso e desprovido de raciocínio. Digo isso, pelo motivo que esse pesadelo, qualquer um de nós está sujeito, inclusive ele, no entanto, nossos filhos estão em escolas razoáveis e confortáveis, mas, em contrapartida, os “moleques de dezesseis anos”, aprenderam que amor não existe, nunca recebem afeto e bons exemplos, ao invés de livros, carregam armas e drogas... Para esses moleques, quem é Deus?... Onde está a "Patria Educadora"? Certamente, nesses recantos de abandono, não está (deve estar em Brasília).

Falando nas operações acima citadas e deflagradas pela Polícia Federal (com investigações e processos em andamento), por acaso, tivemos algum “incapaz” envolvido? Como sabemos, pelo contrário, a maioria, para não dizer TODOS na época dos fatos, “estavam com a caneta nas mãos”, isto é, eram figuras importantes do Governo Federal ligados a tantos outros corruptos e corruptores “maiores de dezesseis anos”, como graduação, inclusive, em instituições de ensino, nacionalmente, reconhecidas. 
Mensalão, Petrolão, Zelotes... Quem são os envolvidos? Quais são os mandantes? Quem são os executores? Quem foram/são os beneficiados? Qual a soma de dinheiro público roubado? 

Pois bem, esses “de maior” são os verdadeiros responsáveis pelos nossos “de menor” serem pessoas frias e más.

Já imaginaram se nossos “de maior” utilizassem a inteligência para o bem da sociedade? Quantas escolas criadas? Quantos hospitais construídos? Quanto poderia ser aplicado para a melhora dos serviços públicos? 

Argumentando isso, que parece sonho filosófico, todo o dinheiro público roubado para benefícios particulares e de partidos políticos, caso fossem destinados para a EDUCAÇÃO e SAÚDE, nossos “de menor” não seriam seres mais humanizados?
Para isso, tentem imaginar, em vulto roubado e/ou desviado, da União, do Distrito Federal, dos Estados e dos Municípios, desses últimos casos mencionados, quanto custa em prejuízo à sociedade?

Desculpem aqueles que são descrentes, mas, não posso deixar de ilustrar que todos “nossos corruptos e corruptores” NÃO ACREDITAM QUE EXISTE UM DEUS... Se fossem crentes, desde já, afirmo, não seriam perversos contra o próximo.

Esse afastamento de Deus e dos ensinos de Jesus, como consequências, arrasta outras inúmeras mazelas; vaidade desenfreada, sedução a qualquer custo, orgulho, prepotência, materialismo, mentiras,... Esse é o passivo da sociedade...

Essa soma de desequilíbrios tem tornado a convivência social muito difícil. Parece que “os valores se inverteram”; a ideia reinante deixa-nos em dúvida se a educação, a civilidade, o desapegado as vaidades e bens materiais são atributos ou defeitos.

Tenho convicção que esta postagem tem um tom de recalque e, até, sem conexão com o início do texto. Por isso, CUIDADO!!! O SINAL AMARELO ACENDEU HÁ TEMPO... Não falta muito para que o VERMELHO ACENDA!!! Quem sabe, talvez, ainda tenhamos “novas surpresas” a respeito de valores do BNDS. ONDE ESTÃO E/OU FORAM EMPREGADOS OS RECURSOS DO BNDS? Não está aí o SINAL VERMELHO? Pesquisem...

Teria relação entre meu exame médico para renovação de habilitação com o que estamos refletindo? Simples: de fato, é muito importante o significado da lâmpadas vermelha, amarela e verde, no entanto, solucionar as fraudes vultosas que envolvem governantes, políticos, empresários e membros da Receita Federal, talvez, tenha igual ou maior relevância. Obviamente, sei que o médico estava cumprindo seu dever e, com toda razão, observou a norma vigente. 

Não seria razoável questionar os corruptos sobres seus delitos? Certamente, eles sabem o significado das cores das lâmpadas da sinalização e, também, sabem o motivo que roubam o dinheiro público...

Não será mais viável para a sociedade lutar contra a corrupção do que reduzir a maioridade penal? A médio e longo prazos, a luta contra a corrupção, não trará resultados mais benéficos para nossos jovens ao invés de colocá-los presos? A prisão de jovens de dezesseis anos será solução contra o crime? O investimento na educação não será mais eficaz? Punir os mais esclarecidos (ricos e capazes com seus dezoito, quarenta anos, ou mais) não teria uma caráter mais educador do que prender crianças?

Quem sabe ainda os sinais luminosos de trânsito serão respeitados...

O "amarelo" está apagando, corram... o "vermelho" está acendendo...

William Amaral.





sábado, 31 de janeiro de 2015

UM RECURSO CONTRA A DECISÃO DO ALTO

No ano de 2004, tem início a rede social f... que, praticamente, todas as pessoas do planeta, passaram a fazer uso e parte integrante daquela “comunidade”.
Tenho um colega que é diretor de um órgão público federal (de relevância nacional) que atua em atividades de informação. Esse colega, certa vez, pela sua vivência nessas atividade e, também, por ter residido e trabalhado em outros países, fez a seguinte afirmação: “todo produto gratuito de informática, o produto não é o que pensamos estar adquirindo, no entanto, o produto é quem o utiliza”. Com essa argumentação, ele quis dizer que, ao acessarmos, por exemplo, um aplicativo e/ou produto gratuito, na verdade, o interesse está em nós, o usuário”. Comentou, ainda, que todas as informações postados no f..., talvez, sejam utilizadas em benefício de informações estratégicas comerciais ou para outros fins...

Vamos ao nosso texto.

Um casal que estava em viagem para mais um passeio, após um acidente automobilístico, veio falecer.
Chegando “no outro mundo”, foram recebidos por “seu entrevistador” que, ao final, deu-lhes a seguinte notícia: “prezados amigos, após a análise de suas histórias enquanto viviam na Terra, sinto informar-lhes que não terão acesso ao Céu”.
Inconformados, passaram a questionar “seu entrevistador” não aceitando a decisão, inclusive, dizendo-lhe: “meu colega, você não sabe com quem está falando. Exigimos uma audiência, em GRAU DE RECURSO, com Deus. Sabemos que Ele é autoridade máxima por aqui”.
Com paciência, “seu entrevistador”, ouvindo as reclamações, disse que tentaria o pedido.
Logo em seguida, o casal foi informado que Deus iria atendê-los. 
Chegando até Deus, assim foram recebidos: “queridos filhos, qual motivo os anima para esse RECURSO?”
Posto isso, enquanto o marido ficou calado, sua esposa, de ímpeto, iniciou: “Deus, nosso RECURSO tem por finalidade reclamar contra a decisão de não autorizar-nos a ingressar no Céu. Veja só, ainda crianças, fomos bons filhos, demos grande importância aos estudos, nos formamos advogados, criamos nossos filhos com carinho e amor, fomos religiosos, etc. Por essa razão, não deve prosperar a decisão e exigimos que a mesma seja revista pelo Senhor”.
Demostrando carinho, Deus, disse: “filha querida, acredita mesmo que suas argumentações têm fundamento?”
Já um tanto irritada, ela falou: “Deus, basta o Senhor acessar nossa rede social f..., que ficará claro o que afirmo”.
De repente, diante deles, Deus faz surgir uma imensa tela onde ela acessa e começa mostrar e comentar seu f...
“Deus, veja nossa foto em nosso f..., juntos e felizes. Observe a quantidade de amigos vinculados a nós. Ninguém poderá dizer que não dávamos importância a religiosidade quando postávamos reflexões sobre o Senhor, seu filho Jesus, madre Teresa, pensamentos evangélicos e espíritas; éramos ecléticos e tentávamos demonstrar que todas as religiões eram importantes. Quantas vezes postávamos assuntos sobre as pobres crianças abandonadas. Mostrávamos nossos alegres passeios, as fotos felizes com nossos amigos e, também, nossas fotos pelo mundo mostrando a beleza criada pelo Senhor. Nem precisa fazer comentários sobre nossas postagens com nossos queridos filhos. Tudo que foi postado em nosso f..., foi curtido e comentado por nossos amigos fazendo os mais belos elogios a nós e nossa família, sempre em harmonia. O Senhor precisa de algo mais para provarmos nosso merecimento? Como falei, basta o Senhor acessar nosso f...”

Depois das argumentações da irresignada senhora pela decisão de não permitir-lhe o Céu, Deus inicia: “queridos filhos, amo tudo em minha Criação. Eu tenho poder de conhecer cada alma em seu mais íntimo. Vejamos: a foto de vocês em seu f..., lembro que era uma foto um tanto antiga quando, ainda, mais jovens, estavam felizes, cabelos bem cuidados que fora feita na festa de casamento de um amigo de vocês. Naquela época, vocês não traiam-se. Talvez, tenha esquecido que as diversas traições que esconderam um do outro passariam impunes por aqui. De fato, em seu f... existem muitas pessoas que vocês as intitulam por amigos. Na verdade são pessoas ligadas  por afinidades de vaidade, egoísmo, luxúria e devaneios desequilibrados. Todas as reflexões religiosas que postavam em seu f..., jamais, colocaram em prática e, algumas, logo em seguida eram esquecidas e tornavam-se pensamentos vazios. Observava que algumas vezes até participaram de campanhas em benefício de crianças pobres e abandonadas, no entanto, suas obras eram um passa-tempo; entretanto, ao verem um desses pobres pequeninos nas ruas, desviam o olhar com receio de aproximarem-se e pedirem esmola. Certa vez, em confidencia, comentaram que não tinham estômago para ver tanta sujeira naquelas crianças. Em todos os passeios que fizeram, selecionavam seus amigos, de preferência, os mais abastados e que, de alguma forma, pudessem compartilhar de suas vaidades e fantasias. A natureza que vocês contemplavam nada tinha de reflexão sobre Minha Obra, mas, servia de imagens belas para mostrar onde visitavam. Isso enchia o ego de vocês. Sobre seus filhos, pelos seus próprios exemplos e orientações materialistas, para a  infelicidade de vocês, verão que se digladiarão pelos seus bens deixados e, sem qualquer escrúpulo, ainda, agradecerão a Mim, pela suas mortes. Sobre as curtidas de seus amigos e os elogios postados, mais uma vez, lembro que eram pessoas ligadas por afinidades e, dessa forma, comportavam-se ironicamente e, cínicos, eram tão dissimulados quanto vocês. No entanto, JAMAIS vocês postaram seus remorsos, tristezas e arrependimentos. Tudo que faziam era tentar induzir o público do f... acreditar em suas vaidades, luxurias, mentiras, apego aos bens materiais e tudo que leva um ser humano ao fracasso moral. Para finalizar, lembram-se de seus avós? Eles, antes das refeições, baixavam a fronte em agradecimento a Mim pela dádiva de uma alimentação, mas, vocês, durante as suas, permaneciam com olhar para baixo apenas para dedilhar seus celulares em conversas vazias pelo wz..., esquecendo a bênção que se estabelece durante as refeições seja entre conhecidos, seja entre familiares; nunca ouvi sequer um agradecimento pela possibilidade de pagarem sua alimentação, no entanto, postavam suas fotos ostentando os restaurantes. A esse respeito, além de terem sido ingratos a Mim, eram mal educados por ficarem nos restaurantes ou mesmo em suas casas absorvendo as futilidades de suas redes sociais, o f... e o wz...”.

Meus caros amigos, agora, não é Deus quem se comunica, mas, eu, William; cheio de defeitos... Confesso que tenho lutado muito para ser um homem melhor. Não pensem que, por ter escrito essa reflexão, tenho alguma virtude superior.
Na verdade, durante uma reunião de trabalho, entre um café e outro, um colega baixou a cabeça e me fez uma confidencia: “William, hoje, quando chegar em minha casa, a primeira coisa que farei, será desabilitar o meu f...”.
De pronto, disse a ele: “R., qual motivo?”
Com olhar para o infinito, ele respondeu: “Separei-me do GRANDE AMOR DE MINHA VIDA, tenho muitas saudades. Cada vez que acesso o f..., assisto apenas pessoas felizes... Essas pessoas aparentam NUNCA viver qualquer problema ou dor, enquanto isso, estou aqui sofrendo de saudades e frustrações”.
Ouvindo, também, olhei para o infinito e respondi: “acredite em Deus, ele está no controle de tudo. Viva sua verdade e esqueça as verdades e mentiras alheias. Cada individualidade é um mundo à parte com suas alegrias e tristezas e, ninguém, está isento de dores semelhantes às nossas e, pior, existem dores físicas e morais extremamente mais pesadas,  pode acreditar...”.
Com um sorriso pálido, ele terminou: “para você que permaneceu 33 anos no Exército, a solidão e as dificuldades se tornam mais fáceis de ultrapassar...”.
Respondi: “prezado, você acertou, no entanto, sempre acreditei e disse para as pessoas mais caras que Deus, SEMPRE, me proporcionou muito mais que tivesse merecimento, até, minhas dores, saudades e tristezas. Quem sabe um dia, conto quem era O SOLDADO SENTADO EMBAIXO DA LUZ DE UM POSTO... Essa história vale a pena...”.

Amigos, obrigado.

William Amaral

domingo, 18 de janeiro de 2015

A EXECUÇÃO DE MARCO ARCHER

No dia 17 de janeiro de 2015, o brasileiro Marco Archer, julgado e condenado à morte na Indonesia, “foi executado”.
Nessa publicação, gostaria de fazer alguns comentários pessoais a respeito da “pena de morte”.
Pergunto: 
Na execução à morte, o autor estaria "cumprindo uma pena"?
Particularmente, acredito que, com morte do autor, “NÃO HAVERÁ PENA A SER CUMPRIDA”. 
Estudando o Direito Penal (uma abordagem simples), desde os primórdios, veremos que a humanidade modificou a maneira de penalizar os culpados pelas praticas definidas ou "tipificadas" como “crime”.
O que argumentarei a seguir, teve por fonte de consulta e, até, transcrições do Instituto Jurídico Roberto Parentoni – idecrim.com.br, que colocou disponível um ótimo estudo sobre Direito Penal.



JOSÉ FREDERICO MARQUES conceituou o Direito Penal: "conjunto de normas que ligam ao crime, como fato, a pena, como conseqüência, e disciplinam também as reações jurídicas daí derivadas, para estabelecer a aplicabilidade das medidas de segurança e a tutela do direito de liberdade em face do poder de punir do Estado".

A sociedade necessita das regras do Direito Penal para assegurar e proteger os bens mais importantes e necessários para sua própria sobrevivência. 

LUIZ RÉGIS PRADO conceitua: "o pensamento jurídico moderno reconhece que o escopo imediato e primordial do Direito Penal radica na proteção de bens jurídicos – essenciais ao indivíduo e à comunidade". 

Com o Direito Penal, visa-se tutelar todos os bens que, segundo um critério político, que varia de acordo com as mutações experimentadas pela própria sociedade, merecem fazer parte daquele pequeno círculo que, por serem extremamente valiosos, não sob o ponto de vista econômico, mas sim sob o enfoque político, não podem ser suficientemente protegidos pelos demais ramos do Direito.

Ainda, sobre o Direito Penal, cabe ao Estado a “INTERVENÇÃO MINIMA” que, no Direito, é conhecido por “ULTIMA RATIO”.
Dessa forma, entendemos que, para todas as necessidades da sociedade, o Direito Penal, somente, será “aclamado” quando, nenhuma de suas especialidades forem suficientes para atingir a solução da demanda. 
Certa vez, assistindo uma palestra do renomado Dr. FERNANDO CAPEZ, o mesmo utilizou a seguinte explicação (lógico, bem humorada): “no Direito, quando for necessário, soltamos nossos cães; um poodle, um pastor alemão, mas, quando o caso for penal, ai soltamos o pitbull”.

MUNÕZ CONDE, de forma didática, define o que comentei acima: “O poder punitivo do Estado deve estar regido e limitado pelo princípio da intervenção mínima. Com isto, quero dizer que o Direito Penal somente deve intervir nos casos de ataques muito graves aos bens jurídicos mais importantes. As perturbações mais leves do ordenamento jurídico são objeto jurídico de outros ramos do Direito".

Com efeito, o princípio da intervenção mínima, também conhecido como ultima ratio, orienta e limita o poder incriminador do Estado, preconizando que a criminalização de uma conduta só se legitima se constituir meio necessário para a proteção de determinado bem jurídico. Se outros meios de controle social revelarem-se suficientes para a tutela desse bem, a sua criminalização será inadequada e desnecessária. (Instituto Jurídico Roberto Parentoni – idecrim.com.br).

Se para o restabelecimento da ordem jurídica violada forem suficientes medidas civis ou administrativas, são estas que devem ser empregadas e não as penais.
Por isso, o Direito Penal deve ser a ultima ratio, isto é, deve atuar somente quando os demais ramos do Direito revelarem-se incapazes de dar tutela devida a bens relevantes na vida do indivíduo e da própria sociedade. (Instituto Jurídico Roberto Parentoni – idecrim.com.br).

Segue-se na interpretação da lei penal pela análise do princípio da responsabilidade pessoal, a tanto o ensinamento de ZAFFARONI:
"nunca se pode interpretar uma lei penal no sentido de que a pena transcenda da pessoa que é autora ou partícipe do delito. A pena é uma medida de caráter estritamente pessoal, haja vista ser uma ingerência ressocializadora sobre o condenado". (Instituto Jurídico Roberto Parentoni – idecrim.com.br).

O HISTÓRICO DO DIREITO PENAL
(Instituto Jurídico Roberto Parentoni – idecrim.com.br).

Origens
Por força do impulso da associação, que marca de maneira tão profunda o destino dos homens, o que encontramos na história e na pré-história da humanidade são grupos humanos e não indivíduos isolados, e dentro desses grupos, desde logo, normas de comportamento social. Grupos que se formam natural e precocemente e conjunto de normas de limitação das atividades de cada sócio, dos seus interesses e apetite, no sentido de paz social.
A esse conjunto normativo se poderia dar por extensão o nome de Direito, segundo a velha fórmula ubi societas ibi jus, embora não apresente as notas essenciais que a ciência moderna atribui ao jurídico e seja ainda um complexo indiferenciado, no qual só mais tarde irão definir-se, como corpos distintos, a Moral, o Direito, a Religião, apoiadas todas essas normas, de caráter costumeiro, anônimas, criadas e crescidas por impulso espontâneo da consciência coletiva, na religião e na magia. Por essas normas, ajusta-se a conduta dos sócios a um padrão comum, o padrão que convém à unidade e coesão do grupo. 


Tempos Primitivos
A história do Direito Penal é a história da humanidade. Ele surge com o homem e o acompanha através dos tempos, isso porque o crime, qual sombra sinistra, nunca dele se afastou. 
Claro é que não nos referimos ao Direito Penal como sistema orgânico de princípios, o que é conquista da civilização e data de ontem. 

A pena, em sua origem, nada mais foi que vindita, pois é mais que compreensível que naquela criatura, dominada pelos instintos, o revide à agressão sofrida devia ser fatal, não havendo preocupações com a proporção, nem mesmo com sua justiça. Em regra, os historiadores consideram várias fases da pena: a vingança privada, a vingança divina, e vingança pública e o período humanitário. Todavia, deve advertir-se que esses períodos não se sucedem integralmente, ou melhor, advindo um, nem por isso o outro desaparece logo, ocorrendo então, a existência concomitante dos princípios característicos de cada um: uma fase penetra a outra e, durante tempos, esta ainda permanece ao seu lado. 

- Fase da Vingança Privada – nesta fase quando um crime era cometido, ocorria a reação da vítima, dos parentes e do grupos social, que agiam sem proporção à ofensa, atingindo não só o ofensor como também todo o seu grupo. Se o transgressor fosse membro da tribo, poderia ser punido com a “expulsão da paz” (banimento), que invariavelmente levava à morte. Caso a violação fosse praticada por um elemento estranho à tribo, a reação era a “vingança de sangue”, considerada como obrigação religiosa e sagrada, verdadeira guerra movida pelo grupo ofendido àquele que pertencia o ofensor, culminando, não raro, com a eliminação completa de um dos grupos. 

Surge neste período a Lei do Talião, que limita a reação à ofensa a um mal idêntico praticado (sangue por sangue, dente por dente, olho por olho). Adotado no Código de Hamurábi (Babilônia), no Êxodo (povo hebraico) e na Lei das XII Tábuas (Roma), foi um grande avanço na História do Direito Penal, por reduzir abrangência da pena. 
Por incrível que possa parecer, entendo que foi o "primeiro senso de justiça".

- Fase da Composição – era uma forma alternativa de repressão aplicada no caso de a morte do delinqüente ser desaconselhável, em virtude da natureza do delito, ou porque o interesse do ofendido ou dos membros de seu grupo fosse favorável à reparação do dano causado pela ação delituosa. Dotada também no Código de Hamurábi, pelo Pentateuco e pelo Código de Manu, foi a composição largamente aceita pelo Direito Germânico, sendo a origem remota das formas modernas de indenização do Direito Civil e da multa no Direito Penal. 

- Fase da Vingança Divina – a repressão tinha a finalidade de aplacar a ira da divindade ofendida pelo crime, bem como castigar o infrator. O castigo era aplicado pelos sacerdotes, que em quase toda a antigüidade se converteram em encarregados da justiça. Estes imprimiam penas severas cruéis e desumanas, visando especialmente a intimidação. Legislação típica desta fase é o Código de Manu, mas esses princípios foram adotados na Babilônia, no Egito (Cinco Livros), na China (Livro das Cinco Penas), na Pérsia (Avesta) e pelo povo de Israel (Pentateuco). 

- Fase da Vingança Pública – foi através da maior organização social que se atingiu esta fase. No sentido de se dar maior estabilidade ao Estado, visou-se à segurança do príncipe ou soberano pela aplicação da pena, ainda severa e cruel. Também em obediência ao sentido religioso, o Estado justificava a proteção ao soberano que na Grécia, por exemplo, governava em nome de Zeus, e era seu intérprete e mandatário. O mesmo ocorreu em Roma, com a aplicação da Lei das XII Tábuas. Em fase posterior, porém, libertou-se a pena de seu caráter religioso, transformando-se a responsabilidade do grupo em individual (do autor do fato), impositiva contribuição ao aperfeiçoamento de humanização dos costumes penais.

Em função de todo o exposto, sem questionar o mérito das Leis da Indonésia (pela minha incapacidade e qualificação), para o delito praticado pelo brasileiro Marco Archer, a Pena de Morte (se é que execução à morte pode ser considerada pena) foi proporcional ao delito de tráfico de drogas? Como, então, na Insonésia, deveria ser a “pena de morte” em caso de estupro seguido de morte? Talvez, fuzilamento, depois esquartejamento do corpo e exposição dos restos pelo país? 
Observem a desproporcionalidade. Desculpem pela observação cruenta...
Defendo que, “entrar” em um país, por exemplo, com 10 (dez) quilos de drogas proibidas ou ilícitas, tem uma proporção penal muito menor do que praticar um homicídio por motivo fútil... E, mesmo assim, o autor de um homicídio “DEVE” responder, penalmente, pelo delito. RESPONDER SIM, NO ENTANTO, NÃO, SER ELIMINADO POR OUTRO HOMEM que, por justificativas legais, se arvorou do “Direito de MATAR COM RESPALDO LEGAL”.

Entendo que: “MORTO O CORPO, A PENA ESTÁ MORTA”.

Independente do delito praticado por Marco Archer, esse brasileiro, merecia outra chance, responder, criminalmente VIVO e com SUA INTEGRIDADE PRESERVADA, recuperar sua dignidade, RETORNAR AO BRASIL e, quem sabe, colaborar com sua história na recuperação e salvamento de tantos outros “Marcos Archer”.
Deixo minhas condolências à família de Marco Archer, farei minhas preces para que Deus o receba em seus braços e, também, para que a “humanidade seja mais humana”.

Vamos lutar contra as execuções à morte, os atentados, a corrupção, o abandono dos miseráveis, ...?
Vamos lutar pela vida?
Vamos lutar para que a humanidade perceba que estamos esquecendo que Deus e Jesus devem nos inspirar em tudo, até, nas condenações para que sejam justas e humanas?

William Amaral

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

CRISE INSTITUCIONAL OU MORAL

A presidente Dilma Rousseff, reeleita, em seu discurso de posse, anunciou o novo lema de seu governo: "BRASIL, PÁTRIA EDUCADORA". 
Salientou que a educação será a “prioridade das prioridades” e que buscará em todas as ações do governo "um sentido formador, uma prática cidadã, um compromisso de ética e um sentimento republicano".
O novo ministro da Educação, Cid Gomes, reiterou os compromissos anunciados pela presidente, enfatizando a reforma do ensino médio e o diálogo com os professores.

Uma pergunta: porque a presidente não deu a devida importância à educação na gestão anterior?

Certa vez, em uma conversa, recebi a seguinte crítica (obviamente, talvez, não depreciativa, mas, como mera observação): “William, você pensa demais”...
Quando ouvi esse "lema" anunciado pela presidente Dilma, não tive outra alternativa, comecei “pensar”...

1. Posso dar credibilidade a chefe do Executivo no momento que se utiliza de um lema que, até o presente momento, ela própria, jamais, prestigiou (a educação)?
2. A Pátria para ser “educadora” não deveria, primeiro, TER, AO MENOS, EM SUAS AUTORIDADES, PESSOAS EDUCADAS?

Desta vez, para fazer minhas argumentações, escreverei de forma um tanto “recheada” de recalque, desculpem-me...
Todos os dias, ao sair de minha casa, percebi que tenho, primeiro, de meditar e, até, “entrar em estado contemplativo” para evitar discussões no trânsito e conviver com a educação daqueles que avançam o sinal de trânsito em vermelho, ultrapassam pela direita, estacionam em vagas para portadores de necessidades especiais, param seus carros sobre as calçadas, etc...
Passando pelas marginais Tietê e Pinheiros, em São Paulo, assisto com tristeza a extrema poluição daqueles rios; estamos “matando” a natureza.
Nas escolas, que deveriam ser uma continuidade de nossos lares, fico perplexo pela leviandade e falta de amor ao ensino e à cultura; os jovens, desde a iniciação, somente tomam conhecimento de seus “direitos”; quase nunca se discutem os deveres. Certa vez, saindo de minha faculdade onde estudo em Campinas SP, observei doze jovens sentados na entrada... ONZE “dedilhavam” seus celulares e, apenas UM, LIA UM LIVRO.
Na cidade de Campinas, existe uma quantidade imensa de moradores de rua que vivem jogados e desprovidos de quaisquer meios de reação contra os vícios, pobreza, depressão, doenças, ... Vendo esses irmãos, chego a conclusão que, para eles, não há degrau mais baixo ou deprimente; chegaram na última instância do abandono. Se são drogados, bêbados, depressivos, doentes ou qualquer outra espécie, não interessa, mesmo que tenham exercido o “livre arbítrio”, são seres humanos.
Hoje, 12 de janeiro de 2015, assisti mais uma morte causada por um policial do Rio de Janeiro RJ, quando perseguia um veículo e, disparando seu fuzil (sem qualquer cuidado) feriu, mortalmente, uma jovem. Na filmagem, notei a forma como os policiais conversam durante a ação (gírias chulas). TOTALMENTE, desequilibrado e despreparado, esse policial atirou. Quando eu estava em atividade nas Forças Armadas (Exército), aprendi que “minha reação DEVERIA ser na MESMA MEDIDA QUANTO A INJUSTA AGRESSÃO. Pergunto: assistindo as imagens, qual foi a “injusta agressão” sofrida por aquele policial? Quantas mortes já ocorreram em casos semelhantes? Ainda, falando em “força militar”, até mesmo nesse segmento, com tristeza e constrangimento assisto e confirmo a instituição envolvida em fraudes e  corrupção. Também, pela ausência de comprometimento de militares mais antigos e experientes, os mais modernos iniciam a carreira já impregnados pela preguiça e outros vícios incompatíveis com as virtudes militares. Dessa forma, a “força militar” tem perdido a credibilidade perante a sociedade.
Em nossos locais de laser temos as ciclovias, os locais para corredores (para caminhadas ou corridas a pé), locais destinados para skates e patins. Observem e vejam se estou certo: muitos ciclistas “voam” com suas bikes onde estão os pedestres e crianças (nas calçadas ou locais dos pedestres), alguns “poderosos” passeiam com seus “pitbulls” / “rotivailers” (sem focinheiras) deixando pelo caminho as fezes de seus bichinhos de estimação, os patinadores e skatistas, às vezes, atropelam alguém e, por fim, o “infeliz pedestre” em seus treinos ou caminhadas desenvolvem o “sentido de alerta” para não ser atropelado, mordido ou, ainda, pisar “em campos minados” deixados como se armadilhas fossem (as fezes dos animais). E, pior, não ouse falar nada para esses cidadãos que poderão, inclusive, dizerem: “vá procurar pelo seu direito” ou “você não sabe com quem está falando”.
Quem já não presenciou o “périplo” de um pai por toda a cidade para conseguir atendimento médico para o filho?
Quem já não presenciou o descaso com os idosos?
Quem já não presenciou um parto em corredores de hospital?
Quantas crianças sem escolas?
Quantas escolas em péssimo estado? 
E os professores? Sem a formação mínima para educar nossas crianças e jovens... 
E os presídios, verdadeiras “faculdades do crime”, onde seres humanos são “amontoados” como animais em cativeiros da pior espécie? Esses locais não teriam uma função de ressocializar o preso? Não seria um local destinado, também, para a reeducação?
E as fraudes em licitações para merendas escolares, materiais escolares, reformas das escolas, ...?
E o serviço público quase falido?
E os “superfaturamentos” das obras para a copa do mundo?
Quanto crédito desviado para as campanhas políticas?
E as promessas bizarras feitas pelos políticos em campanha?
E os cargos públicos ocupados “pelos fichas-sujas”?

......
Tivemos a morte do Cabo do Exército que estava em missão na favela da maré, no Rio de Janeiro; falo do Cabo Mikami, de Campinas SP. Assisti um vídeo postado no “YouTube”, por um “jovem” daquela comunidade quando, ao mesmo tempo que filmava os “restos” da cabeça do militar morto, ainda, brinca e faz comentários enaltecendo as manobras dos traficantes (a maneira como o morador brinca com o fato  é deprimente); esse “pobre infeliz” foi educado e convive naquela realidade...
Lendo a “revista Veja” encontrei uma matéria sobre o Senador Pedro Simon (PMDB-RS), que diz: “Nunca vi um momento tão dramático. Estamos diante de um dos maiores escândalos de corrupção do mundo”. Preciso fazer qualquer comentário? Lembremos do “mensalão”, da “Petrobras”, do “dinheiro nas cuecas”. De fato, a corrupção atingiu dimensões nunca, jamais, vista; até ouso plagiar: “nunca na história desse país se viu tanta corrupção”.

Como posso deixar de lembrar o atentado na França, quando, radicais mataram pessoas por conta de nada? Mesmo que “cartunistas” tenham ofendido um grupo ou, até, uma civilização, NADA justifica um atentado daquela magnitude e efeito “imoral”; matar alguém é ofender o mais precioso direito: a vida. 
Diante desse triste fato, os franceses saíram às ruas... Fiquei perplexo diante da demonstração de sua cultura e EDUCAÇÃO. Nada de tumulto, quebra-quebra. Apenas “ordem”, indignação, emoção, educação, cultura. De verdade? Fiquei envergonhado comparando AQUELA EDUCAÇÃO COM A NOSSA EDUCAÇÃO.

Diante desse desabafo, será que esse “lema da presidente Dilma” pode ser aplicado no momento brasileiro?
Como a presidente pode “soltar” um lema com essa representatividade se, ainda, nem demos os primeiros passos sobre “educação”?
Afinal, para que a Pátria seja educadora, PRIMEIRO, por uma atitude MORAL de quem possui competência, deveria refletir sobre esses “problemas” que parecem, cada dia, mais graves.

Eu, utilizaria não um lema, mas, um pensamento: “Brasil, desculpe pelo que, até hoje, foi realizado contra essa Nação. Prometo: serei honesto e, juro, fazer cumprir a Constituição Federal e valer as Leis e Normas para todos, sem exceção. Assim, eu prometo”.

Acredito que, qualquer ser humano, colocado em sua função regulamentar se, assim proceder, conseguirá EDUCAR O BRASIL.


OBS.: se alguém tiver coragem, assista o vídeo pelo endereço abaixo. Se refere ao comentário do “pobre infeliz” quando filmou após a morte do Cabo Mikami. Aproveito para deixá-los curiosos: voltando ao passado, pesquisem pela internet para saber quem foi MARIO KOZEL FILHO...

http://youtu.be/UCasnYqWz4M

Obrigado

William Amaral

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

VERDADE E MENTIRA

Meu Caro Tenente Bruno.

Antes de minha resposta, quero enfatizar minha "gratidão" pela sua crítica e postagem. Para quem não sabe, o Tenente Bruno é Oficial de Carreira de nossa "gloriosa" Força Aérea. Além de Oficial de Carreira é, também, médico que exerce seus "sacerdócios" com extrema dedicação, vibração, profissionalismo e alegria. Para mim é uma alento compartilhar minhas convicções com o Ten Bruno por alguns motivos que, somente, quem é vocacionado poderá entender... Algumas vezes somos "rotulados" por "militares de formação rígida e cartesiana" e, por essa razão, algumas pessoas nos acham ríspidos, "duros" ou, até, pessoas que acreditam ser “detentores” da verdade. Talvez, tais pessoas, não levam em consideração "nossos valores", tais como, LEALDADE, resignação, amor à Pátria, disciplina, pontualidade e muitos outros atributos que, na verdade, estão um tanto a "cavaleira" da sociedade (basta refletir sobre a crise moral que vivemos: "mensalão, Petrobras, corrupção em todos os escalões da administração pública e, porque não, dentro das próprias famílias”. Um dos atributos que o Ten Bruno destacou foi sobre o "apego à VERDADE” que, nada mais é do que NÃO MENTIR.
Veja a definição de "verdade" que encontrei na internet (Wikipedia).

"A palavra verdade pode ter vários significados, desde “ser o caso”, “estar de acordo com os fatos ou a realidade”, ou ainda ser fiel às origens ou a um PADRÃO. Usos mais antigos abrangiam o sentido de fidelidade, constância ou sinceridade em atos, palavras e caráter. Assim, "a verdade" pode significar o que é REAL ou possivelmente real dentro de um SISTEMA DE VALORES. Esta qualificação implica o imaginário, a realidade e a ficção, questões centrais tanto em antropologia cultural, artes, filosofia e a própria razão. Como não há um consenso entre filósofos e acadêmicos, várias teorias e visões a cerca da verdade existem e continuam sendo debatidas".

Da mesma forma, pela internet, busquei o significado de "mentir" (dicionário online de português):

"AFIRMAR aquilo que se sabe SER FALSO, ou NEGAR o que se sabe ser verdadeiro: mentir vergonhosamente.
Enganar, iludir; ludibriar".

De forma humilde, caro Ten Bruno, concordo PLENAMENTE com você, inclusive, pela minha experiência, vou além do que você defendeu sobre "mentira e verdade", isto é, quando se vive e/ou se conta uma verdade, pode transcorrer o tempo que for que serão lembrados os mínimos detalhes e, por essa razão, nada se altera (a verdade transcende o tempo e, como dizem, LIBERTA). No entanto, a mentira não prospera no tempo e, também, se altera a cada instante... Aquele que vive e/ou conta uma mentira, não consegue manter-se firme em suas convicções e, a cada comentário, sem perceber, modifica o quadro contado ou a "estória" vai se modificando com o tempo (um dia, sucumbe diante da mentira – vem o remorso).

Prezado Ten Bruno, aproveito para considerar outro ensinamento que utilizei diversas vezes em procedimentos administrativos e, também, vivenciei em processos no campo jurídico; falo da "ACAREAÇÃO".
Como você sabe, podemos utilizar dessa técnica (obviamente, com autorização de autoridade competente) para elucidarmos divergências sobre "relatos" de partes, testemunhas, acusados,...
Veja a definição de "ACAREAÇÃO":
A acareação, também conhecida como acareamento, é uma técnica jurídica que consiste em se apurar a verdade no depoimento ou declaração das testemunhas e das partes, confrontando-as frente a frente e levantando os pontos divergentes, até que se chegue às alegações e afirmações verdadeiras.

"A acareação é um procedimento onde acusados, testemunhas ou ofendidos, já ouvidos, são colocados face a face para esclarecer divergências encontradas em suas declarações. A acareação pode ser requerida pelas partes ou determinada de ofício pelo juiz. Entretanto, a acareação não é uma etapa obrigatória do processo, sendo a sua concessão uma faculdade do juiz".

A esse respeito, em caso de dúvida ou divergência, nada melhor que colocar as partes frente a frente para verificar quem sustenta a verdade e quem desmorona diante das mentiras. 

Também, posso verificar quando alguém está mentindo utilizando técnicas aprendidas em cursos específicos e treinamentos que, quase sempre, são de grande valia. Quando uma pessoa mente, o "corpo não esconde". Já trabalhei essa técnica e constatei modificações no olhar, fala, boça, mãos, braços, .... 

Levando em conta sua "preciosa crítica" e meu comentário, acredito que melhoramos nossos entendimentos sobre essa parcela do assunto, "centro da vontade", quando você enfatizou sobre "verdade/mentira".
Caro Ten Bruno, agradeço muito por sua consideração e que tenhamos "coragem" de lutar pela verdade, sempre.
De toda sorte, quando nos permitirmos deixar Jesus conduzir nossos procedimentos e pensamentos, cada vez mais, estaremos confiantes pelas verdades.

Abraço.
William Amaral.





terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Os centros da vontade

Atentando-se para o ser humano, com toda sua capacidade vital, obviamente, vemos este ser radiante em sua plenitude.
É uma “obra Divina” toda a complexidade deste ser: membros em movimento, todo funcionamento interno desde suas células até a especificidade de cada órgão, os mecanismos de interação com o meio externo (por exemplo, absorvendo e processando o oxigênio inalado), as mais diversificadas reações físicas e químicas, ...
Nesse complexo “sistema” encontramos algo que é, ainda, pouco conhecido. Chamo de “centro da vontade” (centro do pensamento, centro das escolhas, centro dos desejos, ...).
Esse “centro da vontade” é único em cada individualidade. 
Buscando comparações corpóreas nos homens, verificamos diferenças físicas, tais como, altura, peso, cor da pele, características genéticas de descendência, porém, a essência é a mesma.
No entanto, intimamente, os homens têm vontades diferentes.
Isso sugere desenvolver uma tese sobre algo que atua em cada pessoa e se manifesta em “um compartimento” que possuímos podendo ser chamado por “centro da vontade”.
Primeiro: de onde surge, como se forma, como se evidencia, como se manifesta a “vontade de cada indivíduo”?
Segundo: a diferença de sexo (homem – mulher), influencia nas “vontades”?
Terceiro: classe social e cultural, também, são capazes de atuar “nas vontades”?
Quarto: onde está localizado esse “centro da vontade”?
Um fato a esse respeito tem relação com a idade, ou seja, os desejos, por exemplo das crianças, são diferentes dos adultos (não vou comentar, pois, seria necessário maior espaço).
Refletindo sobre o “primeiro” questionamento, temos visto, por exemplo, famílias onde pais e filhos interagem no seio e intimidade do “cadinho da educação”, a família. Pais que proporcionam a mesma moral, educação e formação aos filhos e, mesmo assim, diferenças são evidentes em cada um. Mesmo com todos os contornos educativos e vivências, cada um demonstra sua “vontade individual” que difere, muitas vezes, dos objetivos dos demais irmãos; são desejos e objetivos, totalmente, divergentes.
Temos confirmado que o sexo (homem – mulher) é outro fator importante que interfere nas “vontades individuais”. Não é difícil entender e constatar essa influência orgânica, externa, interna atuando nos objetivos (de toda espécie).
Falando sobre classe social e cultural, claro que, também, importa na formação do ser e, dessa maneira, também, será relevante para “as escolhas e vontades”. Desde nossa infância e, ao longo da jornada, temos contato com o meio onde estamos e, também, com outras pessoas. 
Ainda, sobre o assunto, devemos levar em consideração a “moral”. Alguns confundem esse conceito comparando as virtudes e defeitos de cada um. Pessoalmente, entendo que moral é um atributo que conquistamos desde nosso nascimento e que fará parte de nossa essência. Vejamos: cada um de nós viemos de uma família que nos proporcionou ensinamentos e formação. Nessa trajetória, mesmo fazendo parte do mesmo grupo, cada indivíduo responderá de uma maneira a esses impulsos. Obviamente, a formação moral será praticamente a mesma; hábitos familiares, cultura familiar, convivência, crenças, objetivos, costumes, circulo de amigos, ... Interessante observarmos que as pessoas procuram por afins, pois, pela formação moral, terão maior possibilidade de boa convivência e interação. Lógico que, para tudo, há exceção.
Retomando minha argumentação, nosso “centro da vontade” reflete para nossa consciência se a “decisão pela execução da vontade” foi salutar ou de resultado infeliz. Há depositado em nossa consciência “um termômetro” que posso verificar apenas “duas medidas”: uma para as escolhas benéficas que é a “tranquilidade na consciência” (paz interior) e, a outra, é o “remorso ou arrependimento” (que nos fere intimamente podendo causar, inclusive, estados depressivos).
Façamos uma reflexão: alguma vez sentimos esse “termômetro” atuar em nossa consciência? 
Hoje, lendo as notícias na internet, encontrei a matéria abaixo publicada no sítio do “IG”. Observem o que a jovem relata:

Andressa Urach usou sua página no Facebook na noite desse domingo (28), para pedir perdão e assumir erros e culpas, após, segundo ela, quase morrer. "Hoje quero pedir perdão para todas as pessoas que magoei na minha vida nesses 27 anos de idade... Com atitudes ou palavras que posso ter dito na minha forma egoísta de ser... Já errei muito e quase morri."

Ela diz que aprendeu muito com tudo o que aconteceu. "Estamos nessa terra para salvar nossa alma e fazer o bem ao próximo. Amar a Deus sob todas as coisas... Quando estive de frente à morte, passou um filme na minha cabeça de tudo e todas pessoas que passaram na minha vida. Então por isso hoje venho pedir perdão por toda mágoa e ressentimento que posso ter causado, não somos nada nessa vida..."

Ela acredita que Deus deu uma segunda chance para ela se tornar uma pessoa melhor. "Quando morremos fica tudo que lutamos a vida toda pra conquistar... Fica fama, carro, roupa, bolsa e principalmente as pessoas que mais amamos... Posso dizer que hoje sou um ser humano muito melhor, porque Deus me deu uma segunda chance!!! Nasci de novo e quero reparar os meus erros, ter uma nova vida, com novos princípios!!!!"

Lendo esse relato, posso defender minha tese que possuímos um “centro da vontade” e, constantemente, exercitamos nossos desejos e objetivos? Também, posso defender que há em nossa consciência um “termômetro” que nos indica se nossa vontade executada fora benéfica ou infeliz?
De toda sorte, Andressa demonstrou coragem, fé, muita dignidade de vir a público e, de alguma forma, contribuir com o “próximo” alertando sobre as consequências de sua experiência pessoal (executar uma vontade que mostrou-se infeliz pelas consequências). Quando Andressa decidiu suportar os riscos do procedimento, de algum modo ou, por algum motivo, o seu “centro da vontade” fez nascer em sua mente um desejo... Obviamente, ela refletiu e colocou em execução seu desejo...
O caso acima narrado tem alguma conexão com a vaidade (física)?
Vejam a definição de vaidade encontrada na internet (Google - sítio significado das palavras):

“Vaidade é o cuidado exagerado da aparência, pelo prazer ou com o objetivo de atrair a admiração ou elogios de terceiros. É a necessidade de vangloriar-se, de ostentar, de se exibir.
Ter vaidade é ter como princípio a ostentação, a exibição exagerada da sua riqueza, de suas qualidades e capacidades físicas ou intelectuais.
Vaidade é uma característica de que tem orgulho, de quem tem um conceito exagerado de suas qualidades, que é soberbo, arrogante, que se acha grandioso. É uma característica daquele indivíduo que tem a vaidade acima de qualquer coisa.
Vaidade é um substantivo feminino que caracteriza aquilo que é vão, ou seja, aquilo que é frívolo, fútil, tolo, que não possui conteúdo, e se baseia em aparência falsa, mentirosa.
A expressão ubersexual faz referência a um comportamento vaidoso, moderno, sofisticado, com muito estilo. O ubersexual é aquele indivíduo que cuida da sua aparência e gosta se se destacar, aparecer”.

Quero enfatizar que cuidar do corpo é, acima de tudo, uma obrigação pessoal e, porque não, Cristã. Nosso corpo carece de cuidados especiais, tais como, atividades físicas (moderadas), alimentação saudável, higiene e, nosso “centro pensante” deve ser “alimentado” por “impulsos equilibrados e felizes”. No entanto, alguns desejam beleza a qualquer preço e, colocam suas vaidades acima de princípios e virtudes muito mais importantes. 
Uma verdade: “todos envelhecemos” e, com isso, nosso corpo físico, também, envelhece. Porém, temos uma capacidade que pode aumentar com o passar do tempo e pode ser cada vez mais aprimorado. Falo de nossa capacidade de adquirir, cada vez mais, conhecimento, cultura e bons procedimentos; é o tempo passando e “trabalhando” em nosso benefício. Temos a possibilidade de sermos mais maduros e sensatos cada dia que passa. Depende de “nossa vontade” (nossos desejos e objetivos).

Meus amigos, deixo aqui essa singela mensagem para reflexão.
Que tenhamos coragem para sentir e conhecer melhor nosso “centro da vontade”. 
Que tenhamos coragem para questionar nosso “termômetro” se nossas vontades e desejos executados foram benéficos ou infelizes.
Que tenhamos coragem para nos reconciliar conosco pelas nossas vontades infelizes.
Que tenhamos coragem de nos tornarmos mais esclarecidos e educados.
Que tenhamos coragem de não nos entregarmos às vaidades.
Que tenhamos coragem de modificarmos nossos procedimentos.
Que tenhamos coragem .............

Que tenhamos coragem de permitirmos que Deus e Jesus façam parte de nossas vidas.