terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Os centros da vontade

Atentando-se para o ser humano, com toda sua capacidade vital, obviamente, vemos este ser radiante em sua plenitude.
É uma “obra Divina” toda a complexidade deste ser: membros em movimento, todo funcionamento interno desde suas células até a especificidade de cada órgão, os mecanismos de interação com o meio externo (por exemplo, absorvendo e processando o oxigênio inalado), as mais diversificadas reações físicas e químicas, ...
Nesse complexo “sistema” encontramos algo que é, ainda, pouco conhecido. Chamo de “centro da vontade” (centro do pensamento, centro das escolhas, centro dos desejos, ...).
Esse “centro da vontade” é único em cada individualidade. 
Buscando comparações corpóreas nos homens, verificamos diferenças físicas, tais como, altura, peso, cor da pele, características genéticas de descendência, porém, a essência é a mesma.
No entanto, intimamente, os homens têm vontades diferentes.
Isso sugere desenvolver uma tese sobre algo que atua em cada pessoa e se manifesta em “um compartimento” que possuímos podendo ser chamado por “centro da vontade”.
Primeiro: de onde surge, como se forma, como se evidencia, como se manifesta a “vontade de cada indivíduo”?
Segundo: a diferença de sexo (homem – mulher), influencia nas “vontades”?
Terceiro: classe social e cultural, também, são capazes de atuar “nas vontades”?
Quarto: onde está localizado esse “centro da vontade”?
Um fato a esse respeito tem relação com a idade, ou seja, os desejos, por exemplo das crianças, são diferentes dos adultos (não vou comentar, pois, seria necessário maior espaço).
Refletindo sobre o “primeiro” questionamento, temos visto, por exemplo, famílias onde pais e filhos interagem no seio e intimidade do “cadinho da educação”, a família. Pais que proporcionam a mesma moral, educação e formação aos filhos e, mesmo assim, diferenças são evidentes em cada um. Mesmo com todos os contornos educativos e vivências, cada um demonstra sua “vontade individual” que difere, muitas vezes, dos objetivos dos demais irmãos; são desejos e objetivos, totalmente, divergentes.
Temos confirmado que o sexo (homem – mulher) é outro fator importante que interfere nas “vontades individuais”. Não é difícil entender e constatar essa influência orgânica, externa, interna atuando nos objetivos (de toda espécie).
Falando sobre classe social e cultural, claro que, também, importa na formação do ser e, dessa maneira, também, será relevante para “as escolhas e vontades”. Desde nossa infância e, ao longo da jornada, temos contato com o meio onde estamos e, também, com outras pessoas. 
Ainda, sobre o assunto, devemos levar em consideração a “moral”. Alguns confundem esse conceito comparando as virtudes e defeitos de cada um. Pessoalmente, entendo que moral é um atributo que conquistamos desde nosso nascimento e que fará parte de nossa essência. Vejamos: cada um de nós viemos de uma família que nos proporcionou ensinamentos e formação. Nessa trajetória, mesmo fazendo parte do mesmo grupo, cada indivíduo responderá de uma maneira a esses impulsos. Obviamente, a formação moral será praticamente a mesma; hábitos familiares, cultura familiar, convivência, crenças, objetivos, costumes, circulo de amigos, ... Interessante observarmos que as pessoas procuram por afins, pois, pela formação moral, terão maior possibilidade de boa convivência e interação. Lógico que, para tudo, há exceção.
Retomando minha argumentação, nosso “centro da vontade” reflete para nossa consciência se a “decisão pela execução da vontade” foi salutar ou de resultado infeliz. Há depositado em nossa consciência “um termômetro” que posso verificar apenas “duas medidas”: uma para as escolhas benéficas que é a “tranquilidade na consciência” (paz interior) e, a outra, é o “remorso ou arrependimento” (que nos fere intimamente podendo causar, inclusive, estados depressivos).
Façamos uma reflexão: alguma vez sentimos esse “termômetro” atuar em nossa consciência? 
Hoje, lendo as notícias na internet, encontrei a matéria abaixo publicada no sítio do “IG”. Observem o que a jovem relata:

Andressa Urach usou sua página no Facebook na noite desse domingo (28), para pedir perdão e assumir erros e culpas, após, segundo ela, quase morrer. "Hoje quero pedir perdão para todas as pessoas que magoei na minha vida nesses 27 anos de idade... Com atitudes ou palavras que posso ter dito na minha forma egoísta de ser... Já errei muito e quase morri."

Ela diz que aprendeu muito com tudo o que aconteceu. "Estamos nessa terra para salvar nossa alma e fazer o bem ao próximo. Amar a Deus sob todas as coisas... Quando estive de frente à morte, passou um filme na minha cabeça de tudo e todas pessoas que passaram na minha vida. Então por isso hoje venho pedir perdão por toda mágoa e ressentimento que posso ter causado, não somos nada nessa vida..."

Ela acredita que Deus deu uma segunda chance para ela se tornar uma pessoa melhor. "Quando morremos fica tudo que lutamos a vida toda pra conquistar... Fica fama, carro, roupa, bolsa e principalmente as pessoas que mais amamos... Posso dizer que hoje sou um ser humano muito melhor, porque Deus me deu uma segunda chance!!! Nasci de novo e quero reparar os meus erros, ter uma nova vida, com novos princípios!!!!"

Lendo esse relato, posso defender minha tese que possuímos um “centro da vontade” e, constantemente, exercitamos nossos desejos e objetivos? Também, posso defender que há em nossa consciência um “termômetro” que nos indica se nossa vontade executada fora benéfica ou infeliz?
De toda sorte, Andressa demonstrou coragem, fé, muita dignidade de vir a público e, de alguma forma, contribuir com o “próximo” alertando sobre as consequências de sua experiência pessoal (executar uma vontade que mostrou-se infeliz pelas consequências). Quando Andressa decidiu suportar os riscos do procedimento, de algum modo ou, por algum motivo, o seu “centro da vontade” fez nascer em sua mente um desejo... Obviamente, ela refletiu e colocou em execução seu desejo...
O caso acima narrado tem alguma conexão com a vaidade (física)?
Vejam a definição de vaidade encontrada na internet (Google - sítio significado das palavras):

“Vaidade é o cuidado exagerado da aparência, pelo prazer ou com o objetivo de atrair a admiração ou elogios de terceiros. É a necessidade de vangloriar-se, de ostentar, de se exibir.
Ter vaidade é ter como princípio a ostentação, a exibição exagerada da sua riqueza, de suas qualidades e capacidades físicas ou intelectuais.
Vaidade é uma característica de que tem orgulho, de quem tem um conceito exagerado de suas qualidades, que é soberbo, arrogante, que se acha grandioso. É uma característica daquele indivíduo que tem a vaidade acima de qualquer coisa.
Vaidade é um substantivo feminino que caracteriza aquilo que é vão, ou seja, aquilo que é frívolo, fútil, tolo, que não possui conteúdo, e se baseia em aparência falsa, mentirosa.
A expressão ubersexual faz referência a um comportamento vaidoso, moderno, sofisticado, com muito estilo. O ubersexual é aquele indivíduo que cuida da sua aparência e gosta se se destacar, aparecer”.

Quero enfatizar que cuidar do corpo é, acima de tudo, uma obrigação pessoal e, porque não, Cristã. Nosso corpo carece de cuidados especiais, tais como, atividades físicas (moderadas), alimentação saudável, higiene e, nosso “centro pensante” deve ser “alimentado” por “impulsos equilibrados e felizes”. No entanto, alguns desejam beleza a qualquer preço e, colocam suas vaidades acima de princípios e virtudes muito mais importantes. 
Uma verdade: “todos envelhecemos” e, com isso, nosso corpo físico, também, envelhece. Porém, temos uma capacidade que pode aumentar com o passar do tempo e pode ser cada vez mais aprimorado. Falo de nossa capacidade de adquirir, cada vez mais, conhecimento, cultura e bons procedimentos; é o tempo passando e “trabalhando” em nosso benefício. Temos a possibilidade de sermos mais maduros e sensatos cada dia que passa. Depende de “nossa vontade” (nossos desejos e objetivos).

Meus amigos, deixo aqui essa singela mensagem para reflexão.
Que tenhamos coragem para sentir e conhecer melhor nosso “centro da vontade”. 
Que tenhamos coragem para questionar nosso “termômetro” se nossas vontades e desejos executados foram benéficos ou infelizes.
Que tenhamos coragem para nos reconciliar conosco pelas nossas vontades infelizes.
Que tenhamos coragem de nos tornarmos mais esclarecidos e educados.
Que tenhamos coragem de não nos entregarmos às vaidades.
Que tenhamos coragem de modificarmos nossos procedimentos.
Que tenhamos coragem .............

Que tenhamos coragem de permitirmos que Deus e Jesus façam parte de nossas vidas.

sábado, 12 de abril de 2014

O HOMEM INTELIGENTE

A leitura das notícias é um hábito importante para nos estabelecermos sobre os acontecimentos globais. 
Foi divulgado por alguns provedores da internet um texto a respeito do médico coreano, o Dr. KIM SEOK-KWUN, conhecido como o “pai dos transgêneros sul-coreanos”, pelas suas cirurgias para "mudanças de sexo".
Na divulgação de seu trabalho, foi "estampado" algumas de suas declarações, vejam: 

"Decidi desafiar a vontade de Deus", diz Kim, de 61 anos, em uma entrevista logo antes de operar um monge budista que nasceu mulher, mas toma hormônios e vive como homem há muitos anos. “No início, eu pensei muito se deveria fazer essas operações porque pensava se estaria desafiando a vontade de Deus. Mas meus pacientes precisavam das cirurgias desesperadamente. Sem isso, eles se matariam”, diz. 

Ele acredita estar corrigindo o que ele chama: "erros de Deus".

Na história temos visto surgir homens de "gênio" das ciências, das artes, das diversas conquistas humanas. Esses gênios se destacam pela inteligência incomparável, brilhante e notória. São ícones entre nós revelando seus talentos.
Tanto pelo bem da sociedade, como, também, para a tristeza dela, pois, nem todos utilizaram esse potencial "para o bem". De qualquer forma, não podemos negar: destacaram-se (ainda se destacam e outros, ainda, serão grandes expoentes do saber) pelo intelecto e capacidade inigualáveis.
Qual é a "missão do homem inteligente" na Terra?
Acredito que seja para fazer a humanidade progredir e "alavancar" as inteligências retardatárias.
Outra questão relevante: até onde o progresso científico poderá atingir?
A cada dia o homem conhece algo de novo proporcionando perspectivas para a humanidade, por essa razão, muito ainda será desvendado. No entanto, muitos segredos, por longo tempo,  ficarão indecifráveis ao homem, por exemplo, "qual foi o principio da criação"?...

Quantos pais esperam pelo conhecimento ou avanço tecnológico e da medicina, quando um filho,  com uma necessidade especial, poderá ser contemplado pela "cura" de seu diagnóstico?

Entretanto, alguns orgulhosos e vaidosos acreditam "deterem" o saber, quando, na verdade, "são fiéis depositários"; uma "força maior" pode lhes retirar aquilo que julgavam ser os verdadeiros proprietários. Quantos, em pleno auge das potencialidades, desencarnam e/ou são acometidos de mazelas físicas irreparáveis/limitativas? 

Quais seriam "os erros de Deus"?

No caso em debate, o Dr. Kim, assume a pretensão de afirmar que suas interferências no "mundo físico" são para "corrigir os erros de Deus", ou seja, causar mutilações (cirurgias) com a finalidade de mudanças de sexo. 
Intimamente, acredito, até, que determinadas pessoas, possuem "alma feminina" enclausurada em corpo físico masculino e vice-versa.

Seria, porventura, outro "erro de Deus" permitir um desastre aéreo causando a "morte coletiva" de mais de uma centena de pessoas? Seria "erro de Deus" permitir uma catástrofe, por exemplo, um terremoto de grandes proporções, sendo a causa de morte de milhares de pessoas (idosos, jovens, crianças, "homens bons" e "homens maus")?

Se assim fosse, tudo seria culpa de Deus que, possivelmente, um gênio poderia, até, falar em "dolo"; esse Deus "vive errando dolosamente".
Talvez, quem sabe, surgirá outro "gênio" com propósito de "julgar Deus" e puni-lo... 

Insensatos aqueles que assim imaginam. 
De fato, uma mudança de sexo, pelas "leis humanas" se, e desde que previstas, deve ser aceita e assimilada como um critério de respeito "aos direitos da pessoa humana".
No entanto, são critérios humanos, com caráter de livre-arbítrio, legal, científico, moral, intrínseco, de conformidade com nossa época e condição presente.

Particularmente, defendo que, pela nossa possibilidade intelectual, ainda sem a devida maturidade, nem há consenso sobre quem é Deus. Fazemos parte do infinito e, por essa razão, ainda nem sabemos sobre o "próprio homem".

Vamos com calma e, primeiro, procuremos mais descobertas sobre o "mundo sensível", material para, depois, pensarmos e querer "corrigir os erros de Deus".



domingo, 30 de março de 2014

HONESTIDADE e LEALDADE

O que é Honestidade?

Honestidade, é uma qualidade de ser verdadeiro; não mentir, não fraudar, não enganar. A honestidade é a honra, uma  qualidade da pessoa, ou de uma instituição, significa falar a verdade, não omitir, não dissimular. O indivíduo que é honesto repudia as "vantagens" e, porque não, até imaginar pela possibilidade de recebê-las.

Honestidade, de maneira explícita, é a obediência incondicional às regras morais existentes. Existem alguns procedimentos para alguns tipos de ações, que servem como guia, como referência para as decisões. Exercer a honestidade em caráter amplo, é muito difícil, porque existe as convenções sociais que nem sempre espelham a realidade, mas como estão formalizadas e enraizadas são tidas como certas; isso é uma imensa tristeza para o homem.

Para muitos, a pessoa honesta é aquela que não mente, não furta, não rouba, vive uma vida honesta para ter alegria, paz, respeito dos outros e boas amizades. Atualmente, o conceito de honestidade está deturpado, uma vez que os indivíduos que agem corretamente, muitas vezes, são tidos como "os fora da realidade", ou são, veladamente (ou ostensivamente), humilhados por outros.

Alguns sinônimos de honestidade são honradez, decoro, probidade, compostura, decência, pudor, dignidade.

O que é Lealdade?

Lealdade é um substantivo feminino que significa a qualidade de alguém que é leal. Também é sinônimo de fidelidade, dedicação e sinceridade.

Esta palavra tem origem no termo legalis, que em latim remete para o conceito de lei. Inicialmente esta palavra designava alguém em quem era possível confiar e que cumpria as suas obrigações legais, ou seja, alguém que não falha com os seus compromissos, demonstrando responsabilidade, honestidade, retidão, honra e decência.

Uma pessoa leal é alguém que é fiel e dedicado.

Várias pessoas acreditam que a lealdade corresponde à maturidade emocional, enquanto a fidelidade é fruto de uma vontade de cumprir tradições e normas estipuladas. A lealdade é uma questão e moral, e é uma das bases para um relacionamento saudável entre duas ou mais pessoas.

Meu objetivo sobre esse texto é, ao menos tentarmos, relacionar os dois conceitos, honestidade e lealdade.

Talvez, um exemplo para realçar o tema pode ser assim iniciado: 
Tenho um amigo que, por suas qualidades técnicas e pessoais, fora contratado para prestar serviços de consultoria administrativa para um conceituado grupo empresarial. Por seu excelente trabalho além do comprometimento demonstrado, ficou em evidência no segmento de mercado onde desenvolvia seu trabalho. Certa ocasião esse amigo foi procurado por um concorrente do grupo empresarial. Naquela oportunidade, recebeu um convite que ultrapassava a remuneração recebida, bem como todos os demais meios de trabalho, em condições "mais vantajosas", que até então recebia de seu empregador. Ainda na fase de decisão pela aceitação, ou não, ouvi dele uma das mais importantes lições a respeito de nosso tema. Ele, após refletir sobre o convite, decidiu assim: "caso aceite a proposta, nada impede que rescinda meu contrato e inicie na nova empresa concorrente (tendo como contrapartida melhores condições em todos os aspectos), seria HONESTO e não há qualquer impedimento para isso, no entanto, não é LEAL; ao invés de aceitar o convite, agradecerei pela lembrança e oportunidade".

Sobre esse exemplo, que foi um fato verídico, podemos entender que é um exemplo sobre "honestidade e lealdade"?
Caso entendamos que é um exemplo positivo a respeito da discussão, poderemos trazer o estudo para situações diversas? Decisões familiares, sociais, profissionais, nos negócios, ...

Ainda sobre a "lealdade", escreveu muito bem o Dr. Gordon B. Hinckley, President of the Church:
"Sejam leais a seus pais e a sua herança". Infelizmente há alguns pais que são muito injustos com seus filhos; alguns, apenas para proteger suas fortunas, falsamente, fazem crer seus filhos em seus conselhos levianos e os induzem a apertarem-se da lealdade com seus maridos e esposas.  Fazem verdadeiras miscelâneas empresariais e pessoais, impedindo seus filhos de serem sinceros com seus cônjuges sobre a verdade do que, de fato, possuem em bens materiais. Obviamente, isso é decadência da lealdade... "Mas esses casos são relativamente raros. Ninguém tem maior interesse no bem-estar, felicidade e futuro de vocês do que seus pais e mães. Eles são uma geração anterior, isso é verdade, mas já tiveram a idade que vocês têm agora". Por essa razão, raros são os pais que admitem para os filhos a "Desonestidade" e a "Deslealdade" sob pena de assistirem o fracasso moral e a infelicidade dos próprios filhos apartados de seus amores pela mera ambição material.

Ainda o Dr. Gordon lembrou: 
William Shakespeare disse: 
"Sê verdadeiro contigo mesmo: e seguir-se-á, como a noite segue o dia, que então não poderás ser falso com os outros”. (Hamlet, ato primeiro, cena 3, linhas 85–87.)


Lembram-se de meu amigo, ele preferiu a lealdade a mercê das melhores condições materiais.

Para finalizar, defendo que a maturidade moral e espiritual são essenciais para as escolhas. Não encontro maior advogado ou administrador que aquele "iluminado espírito", Jesus. Vejo nele uma inspiração de "reforma intima" para tentar despertar na alma virtudes, entre elas, a "honestidade e a lealdade".

Obrigado.

William Amaral

Fonte: significados.com.br

terça-feira, 18 de março de 2014

MAIORIDADE PENAL X MAIORIDADE MORAL X MAIORIDADE ESPIRITUAL

 
MAIORIDADE PENAL X MAIORIDADE MORAL X MAIORIDADE ESPIRITUAL
 
São muitos os debates ou questionamentos sobre o tema “Maioridade Penal”.
Alguns defendem que, a partir de 16 anos de vida, a pessoa humana pode/deve responder, criminalmente, sobre delitos praticados e tipificados pela Lei Penal. Outros, ainda mais severos, argumentam que não há idade penal, ou seja, em qualquer fase ou idade, a pessoa humana pode/deve responder pelos “atos criminosos”.
Obviamente, esse é um assunto de extrema relevância, pois, em qualquer hipótese, as modificações deverão ser observadas tanto na “legislação penal” quanto no “código civil” (que possui determinações sobre capacidade e incapacidade civil).
Nas observações acima, comentamos apenas aspectos formais sem levar em conta “outras maioridades”, ou seja, a “maioridade moral” e a “maioridade espiritual”.
Vamos navegar em mar calmo e revolto...

Os bens mais importantes da personalidade são: o "direito à vida" e o "direito à liberdade". Esse tema em debate pode atingir aquele que foi ferido pela morte de um ente querido (ou mesmo opiniões da sociedade), como, por aquele que convive com um possível autor de crime ainda na infância ou adolescência (do mesmo modo por opiniões da sociedade).  
A “maioridade penal” tem caráter simples diante das outras maioridades; o legislador debate, defende pontos positivos e negativos, as normas são apreciadas e implementadas e “pronto”... Está resolvido o problema penal; 16, 18, qualquer idade, ...
A moral é um conceito intrínseco, que faz parte da essência individual e que não há como generalizar. Cada indivíduo possui a sua moral. Desde o nascimento vamos adquirindo reflexos do meio em que estamos inseridos: família, escola, amigos, herança familiar, costumes oriundos da localidade ou cidade onde crescemos, como somos orientados pelos pais, etc.
Como se percebe, a “formação moral”, também, é fator muito importante quando debatemos o assunto sobre maioridade penal.
Sem fazer juízo de valores, mas, refletindo sobre uma situação hipotética: uma pessoa, sem o mínimo amparo familiar, educacional, cultural, religioso, intelectual e social, ao atingir seus 20 anos, como poderemos mensurar “a maioridade moral” desse “homem capaz e responsável criminalmente”? Pensemos: comparando esse “homem capaz” com uma outra pessoa que teve oportunidade de conviver com amparo familiar, educação baseada em boas referências, acesso à cultura, formação religiosa, estudos, bons costumes sociais e, principalmente, recebeu “amor”, será que o segundo personagem, aos seus 15 anos (ainda incapaz), não é detentor de uma formação moral privilegiada em relação ao primeiro? Observem, não estou afirmando e/ou comparando pobreza como o fator de desajuste moral. Estou fazendo comparações entre aquele que não teve acesso com aquele que teve acesso... Nesse ponto da discussão, não há limite de condição material, no entanto, acesso às influencias no percurso da vida que fará parte da herança moral de cada individualidade.
Ah! E a “maioridade espiritual”?
Essa é, também, inerente a cada indivíduo, porém, percebe-se que cada pessoa humana, independente do meio em que recebeu suas primeiras informações morais, “chega para a vida” com “sua própria bagagem”. Às vezes, notamos que, até mesmo em família numerosa, quando todos receberam a mesma formação (em todos os campos já citados), destaca-se um que possui atributos espirituais mais aflorados e, outros, bem menos aflorados que os demais membros (a ovelha negra da família). Quando comento sobre atributos espirituais, falo de simplicidade, bondade, humildade, pessoas caridosas, desapegadas da vaidade e ao orgulho, calmas, serenas, equilibradas, justas, leais, honestas, bons filhos, bons pais, bons esposos e esposas, profissionais comprometidos, ... Notem, tais virtudes não têm relação com capacidade material e, até mesmo, herança genética e familiar, “é inerente a cada homem espiritual”.
 
Sendo assim, depois desses devaneios, pergunto:
 
1.    Podemos restringir o tema apenas à “maioridade penal”?
2.    Não é, ao menos prudente, levar em consideração a “maioridade moral” e a “maioridade espiritual”?
 
Vamos refletir e discutir?
 
William Amaral.
 


segunda-feira, 17 de março de 2014

UMA REFLEXÃO SOBRE RESPONSABILIDADE


"A omissão de quem pode e não auxilia o povo, é comparável a um crime que se pratica contra a comunidade inteira. Tenho visto muitos espíritos dos que foram homens públicos na Terra em lastimável situação na Vida Espiritual." Francisco Xavier.

Sem levar em conta a crença religiosa do autor da frase, observem o significado da sutileza contida na mensagem.
A função, o cargo, as ocupações do "homem no planeta" tem caráter fundamental sobre a responsabilidade individual. "O Fazer" é um ato de responsabilidade e, também, "O NÃO FAZER" assume proporção igualmente relevante e reprovável diante das oportunidades.
Acredito que a "autoridade" é um exercício destinado a poucos. Nisso recai a felicidade da "missão cumprida" e a tristeza e remorso pela "omissão".
Não deixemos para depois e/ou não deixemos de fazer.
William Amaral.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Improbidade Administrativa X Educação Espiritual

Esse texto foi uma reflexão pessoal, mas, que, de toda sorte, poderá ser compartilhado e, também, criticado por todos aqueles que desejarem. Obviamente, todas as críticas serão muito bem recebidas.

Tenho vivência no "mundo" da Administração Pública há 34 anos. Quando iniciei, fui tendo acesso aos trabalhos mais elementares e simples na execução de minhas tarefas. Com o passar do tempo, gradativamente, fui buscando meu aperfeiçoamento e aprimoramento.  Pelo estudo (cursos, simpósios, treinamentos e graduação universitária), o quadro foi sendo modificado até que passei às funções de chefia e direção.

Minha formação profissional iniciou-se no Exército Brasileiro. Essa instituição, para mim, desde meu ingresso, foi um sacerdócio onde pude exercitar toda intensidade de minhas possibilidades.

Obviamente, "todas" as profissões são nobres e importantes, no entanto, pela minha vocação, tenho, mesmo hoje na reserva remunerada, imenso orgulho, por ter "minha segunda pele", o uniforme do Exército Brasileiro. Diga-se de passagem, um Exército vitorioso (basta estudar a história do Brasil) que, entretanto, tem no Patrono, "O Pacificador". Falo do Duque de Caxias, o Patrono do Exército Brasileiro. Esse herói foi "um pacificador" e não "o grande", "o terrível", "o matador", ...

Minha carreira foi pouco dedicada a operacionalidade da Força, pela própria formação, ou seja, de caráter administrativo. Sou bacharel em Administração de Empresas e, também, formado pela Escola de Administração do Exército. Especializei-me em Administração Pública, Financeira e Orçamentária. Por muitos anos (desde 1987 até 2011) dediquei estudos e especialização em Licitações Públicas. Nessas atividades, pude realizar o "primeiro processo de Pregão no âmbito do Comando Militar do Sudeste" (Estado de São Paulo) e ser o responsável pela criação e implementação da "primeira Seção de Licitações e Contratos do Exercito Brasileiro".

Pelo percurso da vida, relacionamo-nos com pessoas; nesse aspecto, refiro-me aos relacionamentos profissionais. No desempenho das atividades administrativas experimentamos contatos formais internos com os demais agentes da administração e, também, os externos, com pessoas físicas e jurídicas. 

Depois desses anos de trabalho e convivência, parece-me que, "a maturidade" está chegando. Quero deixar claro que a maturidade é uma virtude que "está sempre por chegar", ou seja, por mais que julguemo-nos preparados, sempre haverá lugar e tempo para maiores experiências e maturidade.

Vamos lá... Não tenho competência e, muito menos, tenho a pretensão de fazer juízo de valores sobre pessoas; meu objetivo é criar um "conflito intelectual" a respeito de um assunto que está relacionado com o procedimento humano. Procedimento que, pessoalmente, testemunhei na execução de meus trabalhos administrativos, refiro-me à conduta humana... O relacionamento formal nos proporciona intercâmbio com pessoas com as virtudes mais elogiáveis, como, também, desapegadas dos procedimentos, ao menos, esperados do profissional e/ou Agente da Administração; as consequências são infelizes...

Lendo o Artigo 1*, da Lei Federal 8.429/92, temos o seguinte:

Art. 1° Os atos de improbidade praticados por qualquer agente público, servidor ou não, contra a administração direta, indireta ou fundacional de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios, de Território, de empresa incorporada ao patrimônio público ou de entidade para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com mais de cinqüenta por cento do patrimônio ou da receita anual, serão punidos na forma desta lei.

A lei acima mencionada trata de "Improbidade Administrativa". Esse regulamento atinge os Agentes Públicos que venham praticar "atos contra a administração". 

Uma norma legal tem caráter coercitivo, ou seja, tem por finalidade preservar o bem jurídico, pela coerção, para que a pessoa humana conduza suas ações em prol da sociedade afastando todo e qualquer ato lesivo que possa ser prejudicial ao bem comum. O legislador, diante da possibilidade concreta de atos administrativos contrários ao bem comum, apresentou uma lei que viesse a definir e punir "atos de improbidade administrativa". Mesmo existindo normas de conduta pertinentes ao exercício da administração e, também, normas que indiquem "atos de improbidade", a pessoa humana, ainda assim, tem praticado atos lesivos e contrários em desfavor da sociedade (nas mais diversas esferas do poder público).

Dentre muitos livros técnicos sobre "relações humanas", conceitos e fundamentos administrativos, recebi de um amigo um simples, porém, muito sábio comentário que diz assim: 
"O desespero é uma doença. E um povo desesperado, lesado por dificuldades enormes, pode enlouquecer, como qualquer indivíduo. Ele pode perder o seu próprio discernimento. Isso é lamentável, mas pode-se dizer que tudo decorre da ausência de educação, principalmente de formação religiosa". Francisco Xavier.

Estudando e analisando casos individuais e coletivos praticados por Agentes da Administração, vemos que, nada mais são de que desajustes morais comparados à doença. Esses agentes têm comportamento doentio que, na maioria das vezes, levam aqueles desviados do caminho justo e correto, a perda do discernimento. Está aí caracterizado o pensamento de Francisco Xavier. Esses meios de conduta contaminam toda a sociedade; alguns menos prudentes acreditam que esse procedimento é uma maneira fácil de conquistas materiais, outros defendem penalidades severas lembrando um passado remoto de atrocidades e ausência de justiça e regras penais, alguns se comprazem com tantas notícias infelizes de casos realizados e casos descobertos chegando ao sorriso sarcástico ante o desequilíbrio constatado. Dessa forma, a cada desajuste causado pela pessoa humana, por exercício impróprio da missão administrativa, assistimos o fracasso da sociedade. Educação precária, saúde deficiente, desemprego, ignorância de direitos, pobreza extrema, mortes por motivos banais, sensualidade sem qualquer limite, orgulho, vaidade, ... Observem no pensamento de Francisco Xavier; ao final, ele aponta a "educação" como a referência para evitar tantas mazelas. Enfatiza que, além da educação, ela pode ser mais valiosa se for ou existir a "educação religiosa".

Acredito que não há uma melhor religião, no entanto, não devemos deixar de enfatizar aquele que "dividiu o tempo" em antes dele e depois dele, Jesus Cristo. Seus ensinamentos são de grande valia para "todos"; quem administra, quem é administrado, quem é governante, quem é governado, em grupos sociais, em grupos profissionais... Mesmo não salientando o caráter de "qual é a minha religião", podemos, ao menos estudar o legado amoroso e as máximas de Jesus. São grandes lições de humildade e sabedoria...

O homem não é apenas essência moral, material e intelectual, mas, também, é essência espiritual. Sou avesso ao fanatismo em qualquer atividade, entretanto, precisamos, além da razão, de reflexão sobre nós mesmos, sobre nossa existência, sobre as carências do próximo (e das nossas) e sobre nossas atitudes e pensamentos. Nós somos o que pensamos. Se temos pensamentos nobres e elevados, praticamos os bons procedimentos, inclusive, os que estão na esfera de atribuições dos Agentes da Administração. No entanto, se nossos pensamentos são desequilibrados, nossos pensamentos e atos serão em desfavor pessoal e, consequentemente, contra a sociedade. Comportamo-nos como doentes; doentes da alma...

Refletindo a respeito do exposto, levando em consideração tudo que temos assistido (as notícias e fatos envolvendo improbidades praticadas por Agentes da Administração), seria possível que essas pessoas, desajustadas dos princípios morais pela prática de atos lesivos à sociedade, estariam "carentes de educação" e, principalmente, "educação religiosa"?

Ainda poderemos discutir assuntos estritamente técnicos pela ótica administrativa, mas, ao menos temos algo para iniciar em nosso blog.

Muito obrigado.

William Amaral.




segunda-feira, 10 de março de 2014

Oportunidades...
Nossa existência nos permite acesso às oportunidades.
Uma delas foi, nessa fase da jornada, ter tido um encontro com meu amigo, Dr. Nubor Facure.
Esse prezado, sábio e especial amigo, foi quem sugeriu pelo início deste "blog".
Espero iniciá-lo tendo por objetivo não criar desapontamentos (a ele e aos caros leitores).
Vamos lá,......